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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Isaque Galvão cancela show no Teatro Riachuelo

Esta noite participamos de um bom bate-papo sobre cultura e política cultural na Casa da Ribeira. Escreverei melhor sobre isso, cujo vídeo está disponível em um post abaixo. O mote da conversa de hoje era a forma como se vê arte e cultura nesta cidade.
Há pouco vi no Facebook que, após sofrer diversas humilhações por parte da produção do Teatro Riachuelo, um dos nossos grandes artistas, Isaque Galvão, terminou por preferir não sofrer maior desgaste e podação e cancelou o show que abriria apresentação de Angela Roro.
O fato, lamentavelmente, me fez lembrar do episódio no Natal em Natal em que a produção do artista de fora queria forçar Khrystal a concluir seu show antes do previsto. Continuamos na mesma.
Amanhã vou tentar falar sobre nosso evento hoje na Casa da Ribeira.

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