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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Da luta não me retiro

Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Ao longo dos últimos anos de militância fui acumulando inimigos e adversários diversos.  Desde 2008 recebo estocadas aqui ou ali de gente que não gosta de mim.  Mas a intensidade da ação adversária se fortaleceu em 2011, principalmente depois do movimento #ForaMicarla.  Mas nada veio com mais violência do que as reações contra mim a partir das minhas postagens acerca das Operações Pecado Capital e Sinal Fechado.
Em vários posts falei sobre meus receios.  Esta semana ouvi de outra pessoa que não gosta de mim, mas em outro contexto, que sabe meu endereço completo.  Soou como ameaça.
Mês passado falei sobre as denúncias que chegaram ao meu trabalho contra mim, vindas da Assembleia Legislativa.  O fato de alguém na Assembleia se preocupar em me denunciar à empresa em que trabalho significa que, efetivamente, eu provoquei incômodo.
Um amigo me disse que a tentativa de me calar na política não se revelou eficaz, então partiram para me atacar com base em relações trabalhistas.  Tais quais a prática do José Serra em ligar para as redações para pedir a cabeça de jornalistas desafetos.   A alternativa a isso seria algo mais drástico e violento - mas não acredito que teriam tal ousadia pela suspeita óbvia que levantaria.
Mas a minha insígnia que movimenta minha prática se resume no verso de Fernando Anitelli postado acima:




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