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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Da luta não me retiro

Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Ao longo dos últimos anos de militância fui acumulando inimigos e adversários diversos.  Desde 2008 recebo estocadas aqui ou ali de gente que não gosta de mim.  Mas a intensidade da ação adversária se fortaleceu em 2011, principalmente depois do movimento #ForaMicarla.  Mas nada veio com mais violência do que as reações contra mim a partir das minhas postagens acerca das Operações Pecado Capital e Sinal Fechado.
Em vários posts falei sobre meus receios.  Esta semana ouvi de outra pessoa que não gosta de mim, mas em outro contexto, que sabe meu endereço completo.  Soou como ameaça.
Mês passado falei sobre as denúncias que chegaram ao meu trabalho contra mim, vindas da Assembleia Legislativa.  O fato de alguém na Assembleia se preocupar em me denunciar à empresa em que trabalho significa que, efetivamente, eu provoquei incômodo.
Um amigo me disse que a tentativa de me calar na política não se revelou eficaz, então partiram para me atacar com base em relações trabalhistas.  Tais quais a prática do José Serra em ligar para as redações para pedir a cabeça de jornalistas desafetos.   A alternativa a isso seria algo mais drástico e violento - mas não acredito que teriam tal ousadia pela suspeita óbvia que levantaria.
Mas a minha insígnia que movimenta minha prática se resume no verso de Fernando Anitelli postado acima:




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