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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Venda precisava ser autorizada por 2/3 dos votos

Em meados de 2010, em convenção realizada em Mossoró, os Batistas Norte-riograndenses aprovaram a venda de um terreno no Barro Vermelho de 4,5 mil metros quadrados.  Atualmente funcionam ali o Seminário Batista, a Igreja Batista Viva e o Instituto Ponte da Vida, ONG ligada à prefeita Micarla de Sousa (PV).
A convenção delegou à diretoria da igreja as negociações para venda e os estudos de proposta mais viável.  Quase dois anos depois, na noite de hoje, uma nova assembleia foi marcada para aprovar ou não o negócio.  Mas por que uma nova assembleia foi marcada?
A comissão designada pela direção da igreja batista no RN negociou com cinco construtoras diferentes o terreno.  Finalmente, considerou como melhor proposta a oferecida pela Record Engenharia, grupo de Fortaleza.
A reunião extraordinária esta noite visava apenas referendar a decisão de venda.  E foi solicitada, à Convenção, pela própria empresa.  Por quê?  Essa foi uma das primeiras perguntas a ser feita pelos convencionais durante a assembleia.  Por que uma empresa solicitaria uma nova assembleia, com vistas a um negócio de R$ 5,6 mi que já havia sido aprovado em reunião anterior?
Ao ser questionado, o presidente pastor Antonio Targino tergiversou sem responder.  Foi preciso que o pastor José Evilásio Resende Ivo, convocado para auxiliar a mesa, tivesse a ousadia necessária de responder.  A assembleia foi convocada a pedido da empresa porque a ata da reunião de 2010 não foi clara em afirmar que a venda havia sido aprovada.  Com insegurança jurídica para fechar o negócio, a Record Engenharia não quis se arriscar.  E, na verdade, se arriscou a perder um negócio aparentemente líquido e certo (mas que seria questionado com certeza na justiça): quem garantiria que a nova assembleia seria favorável ao negócio, uma vez que seria novamente preciso que dois terços dos presentes aprovassem a alienação do patrimônio?

Comentários

  1. Caro Daniel,
    placar da Asemblía:
    => 283 inscritos
    => 262 votantes
    => 144 a favor (54,96%)
    =>115 contra a venda (43,89%)
    => 3 abstenções (1,15%)
    Resultado!!! PROIBIDA A VENDA
    É de domínio comum de que a alienação de bens imóveis por entidades sem fins econômicos só pode ocorrer com autorizaçao de pelo menos 2/3 dos membros. Assim, vale destacar o Art. 30. do Estatuto – "Qualquer ato que importe em alienação de bens imóveis em nome da Convenção necessita de
    sua prévia autorização, em Assembléia Geral, em que votem 2/3 (dois terços) dos mensageiros presentes
    na hora da votação.

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