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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Secretário de Segurança do RN defende limites ao poder de investigação do MP

O secretário de segurança do estado, delegado Aldair da Rocha, defendeu a proposta de emenda constitucional que pretende tirar o poder de investigação do Ministério Público. Defendeu que temos uma polícia nova, que precisa ser reestruturada e que, portanto, teria todas as condições de realizar investigações mais amplas. Como as que redundaram nas Operações Pecado Capital ou Sinal Fechado.
Restam-me algumas dúvidas. Primeiro é imaginar, sendo verdade a opinião do secretário, o que impediu a Polícia Civil de ser autora das investigações das quadrilhas que agiam no IPEM e no DETRAN? Quem ainda se lembra que o grupo de Rychardson Macedo interferiu inclusive mudando o delegado que conduzia a investigação? Será que a Polícia Civil teria liberdade de promover uma investigação tão ampla que chegou à sala de comando da Governadoria?
Depois é questionável a disposição da secretaria de segurança em investigar e punir crimes de corrupção e colarinho branco. Afinal há recomendações antigas do próprio Ministério Público para que seja criada uma delegacia especializada em crimes contra o patrimônio público no âmbito da secretaria. Recomendações que são solenemente ignoradas. Como se investigariam crimes como os cometidos no IPEM e no DETRAN na Polícia Civil, como defende o secretário, se ele é incapaz de criar uma estrutura adequada para essa investigação, ou seja, uma delegacia especializada?
Caso a PEC 37 seja finalmente aprovada quem perderá será apenas a sociedade.

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