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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Resposta enviada ao Jornal de WM

Em resposta à nota publicada ontem no Jornal de WM (Tribuna do Norte), enviei o e-mail abaixo para o jornalista Vicente Neto, interino da coluna.

Caro Vicente,

Fique à vontade em publicar ou não meu e-mail. Acredito que não seja do interesse nem do Jornal do WM nem da Tribuna do Norte alimentar tal polêmica em suas páginas.

Sei também que, como leitor de meu blog, mesmo antes da publicação da correspondência do pastor Antônio Targino você viu os argumentos que tenho publicado, alguns respondendo de maneira bem óbvia o que expôs o presidente da Convenção Batista. E deve ter visto também que comentei a sua nota publicada na edição de hoje da Tribuna do Norte.

Vejo necessidade de destacar, no entanto, alguns aspectos, no mínimo estranhos, da posição exposta pelo presidente da Convenção. A reunião a que se refere o pastor Targino aconteceu no fim da manhã do domingo, 2 de maio de 2010, e não no fim da manhã da sexta-feira, 2 de abril de 2010 (o que é facilmente comprovável a partir do depoimento dos presentes, do programa da Convenção e dos demais registros das atas das demais sessões da Assembleia). A ata da reunião de Mossoró foi datada de 2 de abril, por equívoco. Na tentativa de manter a validade da ata, recheada de erros crassos, o pastor enfatiza que a reunião teria acontecido numa manhã de sexta-feira, um mês antes da realização da Convenção em Mossoró.

A decisão de venda foi tomada no fim de uma das reuniões da assembléia, com o seguinte registro em ata (em que mantive inclusive os erros ortográficos):"A sessão é aprovada por mais trinta minutos. O Presidente Pr. Antônio de Araújo Targino dá uma palavra aos convencionais sobre a proposta do Conselho as CBNR para alienação de bens: após explicações sobre a necessidade da venda da propriedade do Colégio Americano Batista com o objetivo de construção da nova sede da Convenção do Seminário Batista. É apresentado um vídeo para os irmãos com planta do novo projeto da convenção. A proposta é colocada em discussão para o plenário. A Assembléia é prorrogada por mais 20 minutos. A assembléia é prorrogada por mais 20 minutos. A assembléia é prorrogada por mais 10 minutos. A proposta foi posta em votação com 137 mensageiros presentes no plenário. Oração feita antes pelo irmão Aurimar Alves. Posto em votação a proposta foi aprovada com o seguinte resultado: 105 (cento e cinco) votos a favor, contrários 18 (dezoitos), 02 (duas) abstenções. Que fique registrado os nomes dos contrários a esta proposta que são: Pr. Joaquim Pinto de Mesquita Neto, Alderi Gondim Fernandes, Maria da Conceição, Kezia Ventura de Oliveira, Paulo Roberto Estevam, Elenilza Batista, Jerferson Gomes Penha. É lida a ordem do dia da próxima sessão pela secretária. Encerra-se a sessão. Eu, secretária, redigi esta ataque dato e assino junto com o presidente após aprovada. Leiliane Paiva Acioli do Nascimento. Secretária.

A convenção teve 317 inscritos de 75 igrejas. Na votação final, foram 137 mensageiros presentes. Segundo a ata, 105 votaram a favor, 18 contra 2 abstenções. Se você somar, dá 125 pessoas.
Espere um pouco: se foram 137 presentes, como a soma deu 125? Isso mesmo: na ata que supostamente aprovou a venda do terreno por um erro crasso não se conseguiu sequer contar o número de votantes.
Ao contrário do que afirmou em sua correspondência o pastor Targino, a ata não delegou poderes ao Conselho para negociar a venda. Em virtude disso, a Record Engenharia solicitou à direção da Convenção que convocasse uma nova assembléia para referendar o negócio – ainda que, supostamente, o Conselho tivesse autorização para realizar a venda sem precisar de uma nova assembléia.

Ainda há algo mais grave na interpretação dada pelo pastor Targino, a tomá-la por correta: mais uma vez a votação da assembléia em Mossoró, que supostamente aprovou a venda, estará irregular. Afinal, eram 317 mensageiros inscritos. O quorum qualificado de dois terços para a votação - a prevalecer essa interpretação - deveria ser de 212 presentes. Estavam presentes 137 (ou 125, a confiar na soma dos votos). Faltariam, portanto, no mínimo, 75 presentes na reunião.
A tentativa de explicação do pastor Targino, a meu ver, complicou ainda mais sua posição, afinal deixaram ainda mais claro que todo o processo, a partir da reunião de maio de 2010, que supostamente autorizou ao Conselho da Convenção conduzir a venda, está eivado de erros fundamentais. Não à toa a própria empresa interessada no negócio solicitou a realização de uma nova reunião. E não à toa, também, nem o pastor Targino nem os representantes da empresa explicaram, na reunião da última quinta-feira, por que seria necessária a nova assembléia, já que tudo, supostamente, estaria de acordo com a legislação e os nossos estatutos desde Mossoró. Nenhum deles teve a coragem de explicar à assembléia que nenhum negócio poderia ser fechado a partir do que estava registrado na ata da reunião de maio de 2010.

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