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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Quando a corrupção se torna fritura

Nasceu o discurso da fritura política de Henrique Alves (PMDB) sobre as denúncias no DNOCS, que devem valer o cargo de Elias Fernandes. Na capa de O Globo de hoje o enredo da história: presidenta já teria se definido pela exoneração de Elias.
O verdadeiro alvo seria Henrique Alves e sua pretensão de ser presidente da Câmara a partir do ano que vem. A provocação viria do PT. Essa é a versão que está no verso e na voz dos aliados do bacurau.
Evidente que Henrique está sendo fritado. Mas quem enfatiza essa aspecto se segura aí e não faz a pergunta que eu julgo óbvia: é verdade? Ou seja, ninguém discute os indícios de irregularidades que pesam contra Elias e seu padrinho Henrique. Tentasse desesperadamente sustentar a versão de que Henrique, o probo, é uma ingênua vítima de uma articulação petista. Não é. Mas é certo que lideranças do partido do governo adorariam se ver livres de Henrique. Afinal, é opinião recorrente que o RN só tem relevância no contexto nacional por causa de dois políticos: além de Henrique, José Agripino. E nenhum dos dois têm os espaços que tem simplesmente por competência, conhecimento ou seus belos olhos. Por eles passam ou já passaram grandes esquemas que fizeram da manutenção do poder entre Maias e Alves nos últimos cinqüenta anos. Com reflexos nacionais.
Olhemos as denúncias e as apuremos. Chance de conhecermos melhor os herdeiros de Aluizio. Mais cedo, no twitter, o pemedebista potiguar Felipe Lima soltou diversas alfinetadas contra Henrique. Disse que as reuniões do PMDB são farsas para referendar as decisões já tomadas por Henrique. E desfiou uma série de nomes de contas, bancos, valores monetários e paraísos fiscais, como que insinuando o destino de uma parte da fortuna do deputado federal mais longevo do país.

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