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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Pr. Edison Vicente comenta escândalo

Por causa do meu companheiro de movimento de Blogueiros Progressistas @pastordornel, terminei por tomar conhecimento que este site tratou de nosso assunto.  E a partir dele, conheci o comentário do pastor da Primeira Igreja Batista de Natal, Edson Vicente, que reproduzo, com comentários, abaixo:

Caro Vital,
Confiamos na seriedade, competência e integridade no modo como você conduz a mediação deste site.
Lamento profundamente que este assunto lhe tenha sido enviado do modo como o foi. Sensacionalista, dissociado da verdade e por pura má fé!
Em primeiro lugar, eu também lamento que o pastor Edson Vicente não tenha também comentado neste blog - a menos que o tenha feito de forma anônima.  Como todos acompanham, eu posto todos os comentários.
Posso perguntar, ainda, ao pastor em que agi "dissociado da verdade e por pura má fé"?  Onde está a minha má fé, se o que faço é questionar as evidentes irregularidades no processo de venda e as interpretações que julgo equivocadas do nosso estatuto?  Se o senhor puder provar minha má fé, eu agradeço.
Este blog é espaço de militância, em nome da justiça e da verdade.  Sempre tenho me postado assim.  Por conta disso, tenho sofrido ataques de gente realmente poderosa.
Não existe escandâlo neste negócio! Falo como relator da Comissão que assessorou a Diretoria da Convenção Batista Norte Riograndense nesta operação. O trabalho foi conduzido com inteira transparência e respeitando todos os princípios da democracia que caracteriza uma Assembléia Batista. Em duas Assembléias o assunto foi votado e aprovado pela maioria dos mensageiros. Na primeira Assembléia, de 30 de abril a 02 de maio de 2010 em Mossoró, a Assembléia autorizou com mais de 2/3 dos mensageiros inscritos e presentes à sessão, efetuar a venda do patrimônio onde funcionou o antigo Colégio Americano Batista, no Barro Vermelho.
Pastor Edson: a ata da assembleia de Mossoró não pode ser referida.  Já a publiquei aqui e restou evidente que nela não aparece a delegação para que o Conselho negocie a venda do espaço e, segundo mesmo a interpretação que vocês dão ao artigo 30 do estatuto, a venda não foi aprovada.  A leitura da ata já esclarece porque seria necessária uma segunda assembleia.
Na segunda Assembleia, realizada na última quinta-feira, dia 05/01/2012, a Assembléia Extraodinária, por maioria simples (144 a favor, contra 116), autorizou qu e o negócio fosse feito com uma determinada empresa.
O nosso estatuto, pastor, prevê que seria necessária maioria qualificada para aprovar a venda.  Já falei sobre isso aqui, por exemplo.
Se a vitória está tão assegurada, por que o presidente, pastor Antonio Targino, não proclamou o resultado no fim da assembleia?  E por que ficou em silêncio quando foi questionado acerca disso?
Por favor, não entre na barca furada de dar IBOPE a este cidadão, que se expressa como voz do grupo perdedor neste assunto. Não existe nenhum respaldo para insinuar escandâlo nesta operação. O que o grupo quer é chamar atenção fazendo ilações sobre um assunto debatido em Assembleia em reuniões do Conselho da CBNR e respaldado pela vontade da maioria dos Batistas do RN.
Não preciso de IBOPE, pastor.  Se não há nada a temer, enfrente o debate.  É simples assim.  Tenho minha militância, minha vida e minha fé.  Batalho por essas questões e se quisesse IBOPE pararia de falar sobre o assunto, pois só tem afastado meus leitores.  O foco desse espaço não é religião, mas é luta por justiça e democracia.
O cidadão que responde por este blog corre o risco de ser interpelado na justiça para reparar a honra da Convenção Batista Norte Riograndense pelo modo como a está difamando divulgando notícias inverídicas, respaldadas em suposições que não se sustentarão diante de qualquer tribunal.
Pode me processar.  Vocês teriam a chance de provar, se fosse possível, que as notícias que publico são inverídicas e respaldadas em suposições.
O senhor sabe que nada que publiquei aqui foi inventado.  Todas as coisas são públicas, baseadas em documentos públicos.
Posso assegurar aos leitores deste fórum que a operação que ainda está em fase de negociação é favorável à Convenção Batista do Rio Grande do Norte por vários aspectos. Estamos vendendo uma área desejada pelas imobiliárias da cidade, que ficou em local de difícil acesso para o nosso público, em especial para quem não tem carro próprio, área esta que representa um elevado custo de manutenção para a Convenção. Por puro saudosismo, alguns irmãos são contrários à operação de venda porque "aquele lugar tem muita história". Penso que boa parte daqueles que acessam este fórum sabe o que é isso no meio batista!
Com os recursos decorrentes da venda, será construída uma nova sede para a CBNR, onde serão alojados seus escritórios e as novas instalações do Seminário Batista Potiguar. Será adquirida ainda uma área e construção de um Acampamento Batista, num raio de 30 a 40 Km de Natal; serão feitos investimentos de melhoria nas instalações do Acampamento Batista em Martins, no alto Oeste do RN; serão construídos 30 novos templos no Estado do RN; será construída uma sede para a extensão do Seminário em Mossoró, de modo a atender estudantes da região Oeste. E ainda ficaremos com um saldo para ser aplicado na manutenção dos programas da Convenção.
O senhor também sabe que há um projeto alternativo, que inclui investimento e ocupação do espaço.  Mas sua viabilidade sequer foi considerada.  Por quê?
A negociação está em curso com uma empresa confiável que aceitou nos dar as garantias que pedimos para o negócio (por ex. alienar em nome da Convenção uma quantidade de apartamentos nas duas torres que serão construídas no local, no valor correspondente à operação total. Estes apartamentos só serão liberados pela Convenção quando todo o pagamento for efetuado). Ou seja, a operação está sendo feita sem colocar em risco o patrimônio dos Batistas no Estado.
Lamento que pessoas que se dizem do nosso meio tenham prazer em difamar a Convenção e se colocam como se fossem inimgos em uma causa em que deveria haver confluência de interesses. Ocorreu-me nomear de "Síndrome de Judas" esta praga que está enfraquecendo as igrejas e a própria denominação batista: São pessoas que dizem ter comunhão conosco, mas na primeira oportunidade se colocam como verdadeiros traidores da causa batista. É triste, mas é verdade! Muitas dessas pessoas gostam de pousar de paladinos da ética, mas são os primeiros a atropelá-la quando a causa não está de acordo com seus interesses pessoais.
Vou registrar que o senhor me acusa de ter síndrome de Judas e de traidor.  Foi assim mesmo, eu acho, que o senhor se comportou anos atrás quando, delicadamente, convidou um grupo de mais de cinquenta irmãos a tomarem seus rumos - fora da comunidade onde o senhor é pastor.
Eu lamento e repudio tal atitude. Espero que este espírito perverso da "Síndrome de Judas" não venha contaminar a boa harmonia entre as igrejas batistas do RN.
Pr. Edison Vicente do Nascimento

Comentários

  1. Caro Daniel,
    É lamentável ler o que escreveu um pastor batista sobre o assunto do negócio (ele mesmo diz que é um NEGÓCIO). Você foi, como sempre é feliz nos destaques que fez ao comentar aquela missiva, publicada em outro blog.
    Merece destaque a seguinte afirmação daquele pastor: “Por puro saudosismo, alguns irmãos são contrários à operação de venda porque "aquele lugar tem muita história". Penso que boa parte daqueles que acessam este fórum sabe o que é isso no meio batista!” Eu não sei o que é isso, peço esclarecimento.
    Essa afirmação está ligada à forma como esse pastor, que chegou ontem aqui, se referiu aos mortos do Colégio no púlpito da PIB onde todos os presentes ouviram.
    O que Eu sei é que meu pai trabalhou no Colégio Batista, anos a fio por dedicação a causa. Peço, junto com meus irmãos de sangue, respeito a história do meu pai, pastor Ladislau Bento Alexandre, que foi pastor batista aqui no RN. Esse pedido, de minha parte é extensivo ao missionário J.Tumblim (fundador), pastor Gabino Brelaz (o primeiro), pastor Zanone Almeida, pastor Otoniel Marques Guedes, o batista Juarez Pascoal de Azevedo, todos esses foram diretores do Colégio Batista, hoje estão todos mortos. Como mortos, merecerem respeito perante a luta e idealismo de como criaram e sustentaram o Colégio Batista.
    Em homenagem aos mortos, deixo para reflexão daquele pastor um precioso texto da escritora Clarice Lispector:
    “Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter... calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história”. (Clarice Lispector)

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  2. Daniel, fica cada vez mais claro a má fé dos dilapidadores do patrimônio batista do RN, esse tipo de comentário por parte deles confirma o equivoco e a insegurança jurídica em que os dilapidadores estão, ele fala em sindrome de judas e eu falo da sindrome dos dilapidadores, vamos continuar lutando pela lisura dos atos convêncionais, não vamos desistir e deixar nas mãos de quem não é norteriograndense a venda, digo a dilapidação do patrimônio histórico batista do Rio Grande do Norte.
    Silvestre Cabral - Igreja Batista do Satélite

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