Por causa do meu companheiro de movimento de Blogueiros Progressistas
@pastordornel, terminei por tomar conhecimento que
este site tratou de nosso assunto. E a partir dele, conheci o comentário do pastor da Primeira Igreja Batista de Natal, Edson Vicente, que reproduzo, com comentários, abaixo:
Caro Vital,
Confiamos na seriedade, competência e integridade no modo como você conduz a mediação deste site.
Lamento profundamente que este assunto lhe tenha sido enviado do modo como o foi. Sensacionalista, dissociado da verdade e por pura má fé!
Em primeiro lugar, eu também lamento que o pastor Edson Vicente não tenha também comentado neste blog - a menos que o tenha feito de forma anônima. Como todos acompanham, eu posto todos os comentários.
Posso perguntar, ainda, ao pastor em que agi "dissociado da verdade e por pura má fé"? Onde está a minha má fé, se o que faço é questionar as evidentes irregularidades no processo de venda e as interpretações que julgo equivocadas do nosso estatuto? Se o senhor puder provar minha má fé, eu agradeço.
Este blog é espaço de militância, em nome da justiça e da verdade. Sempre tenho me postado assim. Por conta disso, tenho sofrido ataques de gente realmente poderosa.
Não existe escandâlo neste negócio! Falo como relator da Comissão que assessorou a Diretoria da Convenção Batista Norte Riograndense nesta operação. O trabalho foi conduzido com inteira transparência e respeitando todos os princípios da democracia que caracteriza uma Assembléia Batista. Em duas Assembléias o assunto foi votado e aprovado pela maioria dos mensageiros. Na primeira Assembléia, de 30 de abril a 02 de maio de 2010 em Mossoró, a Assembléia autorizou com mais de 2/3 dos mensageiros inscritos e presentes à sessão, efetuar a venda do patrimônio onde funcionou o antigo Colégio Americano Batista, no Barro Vermelho.
Pastor Edson: a ata da assembleia de Mossoró não pode ser referida.
Já a publiquei aqui e restou evidente que nela não aparece a delegação para que o Conselho negocie a venda do espaço e, segundo mesmo a interpretação que vocês dão ao artigo 30 do estatuto, a venda não foi aprovada. A leitura da ata já esclarece porque seria necessária uma segunda assembleia.
Na segunda Assembleia, realizada na última quinta-feira, dia 05/01/2012, a Assembléia Extraodinária, por maioria simples (144 a favor, contra 116), autorizou qu e o negócio fosse feito com uma determinada empresa.
O nosso estatuto, pastor, prevê que seria necessária maioria qualificada para aprovar a venda. Já falei sobre isso
aqui, por exemplo.
Se a vitória está tão assegurada, por que o presidente, pastor Antonio Targino, não proclamou o resultado no fim da assembleia? E por que ficou em silêncio quando foi questionado acerca disso?
Por favor, não entre na barca furada de dar IBOPE a este cidadão, que se expressa como voz do grupo perdedor neste assunto. Não existe nenhum respaldo para insinuar escandâlo nesta operação. O que o grupo quer é chamar atenção fazendo ilações sobre um assunto debatido em Assembleia em reuniões do Conselho da CBNR e respaldado pela vontade da maioria dos Batistas do RN.
Não preciso de IBOPE, pastor. Se não há nada a temer, enfrente o debate. É simples assim. Tenho minha militância, minha vida e minha fé. Batalho por essas questões e se quisesse IBOPE pararia de falar sobre o assunto, pois só tem afastado meus leitores. O foco desse espaço não é religião, mas é luta por justiça e democracia.
O cidadão que responde por este blog corre o risco de ser interpelado na justiça para reparar a honra da Convenção Batista Norte Riograndense pelo modo como a está difamando divulgando notícias inverídicas, respaldadas em suposições que não se sustentarão diante de qualquer tribunal.
Pode me processar. Vocês teriam a chance de provar, se fosse possível, que as notícias que publico são inverídicas e respaldadas em suposições.
O senhor sabe que nada que publiquei aqui foi inventado. Todas as coisas são públicas, baseadas em documentos públicos.
Posso assegurar aos leitores deste fórum que a operação que ainda está em fase de negociação é favorável à Convenção Batista do Rio Grande do Norte por vários aspectos. Estamos vendendo uma área desejada pelas imobiliárias da cidade, que ficou em local de difícil acesso para o nosso público, em especial para quem não tem carro próprio, área esta que representa um elevado custo de manutenção para a Convenção. Por puro saudosismo, alguns irmãos são contrários à operação de venda porque "aquele lugar tem muita história". Penso que boa parte daqueles que acessam este fórum sabe o que é isso no meio batista!
Com os recursos decorrentes da venda, será construída uma nova sede para a CBNR, onde serão alojados seus escritórios e as novas instalações do Seminário Batista Potiguar. Será adquirida ainda uma área e construção de um Acampamento Batista, num raio de 30 a 40 Km de Natal; serão feitos investimentos de melhoria nas instalações do Acampamento Batista em Martins, no alto Oeste do RN; serão construídos 30 novos templos no Estado do RN; será construída uma sede para a extensão do Seminário em Mossoró, de modo a atender estudantes da região Oeste. E ainda ficaremos com um saldo para ser aplicado na manutenção dos programas da Convenção.
O senhor também sabe que há um projeto alternativo, que inclui investimento e ocupação do espaço. Mas sua viabilidade sequer foi considerada. Por quê?
A negociação está em curso com uma empresa confiável que aceitou nos dar as garantias que pedimos para o negócio (por ex. alienar em nome da Convenção uma quantidade de apartamentos nas duas torres que serão construídas no local, no valor correspondente à operação total. Estes apartamentos só serão liberados pela Convenção quando todo o pagamento for efetuado). Ou seja, a operação está sendo feita sem colocar em risco o patrimônio dos Batistas no Estado.
Lamento que pessoas que se dizem do nosso meio tenham prazer em difamar a Convenção e se colocam como se fossem inimgos em uma causa em que deveria haver confluência de interesses. Ocorreu-me nomear de "Síndrome de Judas" esta praga que está enfraquecendo as igrejas e a própria denominação batista: São pessoas que dizem ter comunhão conosco, mas na primeira oportunidade se colocam como verdadeiros traidores da causa batista. É triste, mas é verdade! Muitas dessas pessoas gostam de pousar de paladinos da ética, mas são os primeiros a atropelá-la quando a causa não está de acordo com seus interesses pessoais.
Vou registrar que o senhor me acusa de ter síndrome de Judas e de traidor. Foi assim mesmo, eu acho, que o senhor se comportou anos atrás quando, delicadamente, convidou um grupo de mais de cinquenta irmãos a tomarem seus rumos - fora da comunidade onde o senhor é pastor.
Eu lamento e repudio tal atitude. Espero que este espírito perverso da "Síndrome de Judas" não venha contaminar a boa harmonia entre as igrejas batistas do RN.
Pr. Edison Vicente do Nascimento
Caro Daniel,
ResponderExcluirÉ lamentável ler o que escreveu um pastor batista sobre o assunto do negócio (ele mesmo diz que é um NEGÓCIO). Você foi, como sempre é feliz nos destaques que fez ao comentar aquela missiva, publicada em outro blog.
Merece destaque a seguinte afirmação daquele pastor: “Por puro saudosismo, alguns irmãos são contrários à operação de venda porque "aquele lugar tem muita história". Penso que boa parte daqueles que acessam este fórum sabe o que é isso no meio batista!” Eu não sei o que é isso, peço esclarecimento.
Essa afirmação está ligada à forma como esse pastor, que chegou ontem aqui, se referiu aos mortos do Colégio no púlpito da PIB onde todos os presentes ouviram.
O que Eu sei é que meu pai trabalhou no Colégio Batista, anos a fio por dedicação a causa. Peço, junto com meus irmãos de sangue, respeito a história do meu pai, pastor Ladislau Bento Alexandre, que foi pastor batista aqui no RN. Esse pedido, de minha parte é extensivo ao missionário J.Tumblim (fundador), pastor Gabino Brelaz (o primeiro), pastor Zanone Almeida, pastor Otoniel Marques Guedes, o batista Juarez Pascoal de Azevedo, todos esses foram diretores do Colégio Batista, hoje estão todos mortos. Como mortos, merecerem respeito perante a luta e idealismo de como criaram e sustentaram o Colégio Batista.
Em homenagem aos mortos, deixo para reflexão daquele pastor um precioso texto da escritora Clarice Lispector:
“Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter... calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história”. (Clarice Lispector)
Daniel, fica cada vez mais claro a má fé dos dilapidadores do patrimônio batista do RN, esse tipo de comentário por parte deles confirma o equivoco e a insegurança jurídica em que os dilapidadores estão, ele fala em sindrome de judas e eu falo da sindrome dos dilapidadores, vamos continuar lutando pela lisura dos atos convêncionais, não vamos desistir e deixar nas mãos de quem não é norteriograndense a venda, digo a dilapidação do patrimônio histórico batista do Rio Grande do Norte.
ResponderExcluirSilvestre Cabral - Igreja Batista do Satélite