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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#Pinheirinho: Presidente da Comissão de DH da OAB volta atrás: não há confirmação de mortos

Do Blog do Rovai

O advogado e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos, Aristeu César Pinto Neto, que afirmou à TV Brasil, que “havia mortos, inclusive crianças”, por conta da violência policial no Pinheirinho, acaba de ser entrevistado pelo repórter Igor Carvalho e retificou a informação.

Disse que deu uma entrevista no calor da hora da ocupação e que naquele momento havia muitas histórias circulando sobre assassinatos e desaparecidos e que por isso afirmou aquilo.

Aristeu disse que não se arrepende de ter dado a entrevista porque a deu num contexto de defesa dos direitos humanos dos moradores, mas que, agora, depois de uma apuração mais aprofundada, pode afirmar que não há confirmação de vítimas.

Quanto aos desaparecidos, disse que ainda há alguns, mas que as pessoas estão encontrando os parentes. Como na dispersão cada um foi para um lado e sem nenhum pertence, inclusive celulares, o contato ficou difícil.

O advogado deu uma longa entrevista ao repórter Igor Carvalho que vai ser publicada no final do dia. A TV Brasil que divulgou a entrevista com Aristeu precisa produzir uma nota esclarecendo o fato. Essa informação criou muita confusão e ainda há gente utilizando-a para atacar os veículos que não a assumiram sem os nomes dos que haviam sido assassinados.

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