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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#Pinheirinho: Matarazzo endossa a operação policial

Na Folha de São Paulo

Os cineastas Marco Dutra e Juliana Rojas (FOTO), de “Trabalhar Cansa”, arrancaram aplausos de um lado e sorrisos amarelo de outro no Palácio dos Bandeirantes.

Eles foram reconhecidos como destaque cinematográfico em 2011 pelo júri do Prêmio Governador do Estado, na noite desta terça-feira (24).

A poucos passos do secretário Andrea Matarazzo (Cultura), um dos pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de São Paulo, a dupla começou polida. “A gente precisa disso para continuar trabalhando”, agradeceu Dutra, segurando o prêmio –um cheque de R$ 60 mil.

Em seguida, o cineasta disse que ele e a parceira não conseguem “ser frios” à realidade em volta. E, por isso, precisavam se manifestar sobre algo. Foi a deixa para que Rojas lesse uma “moção de repúdio” à reintegração de posse da área no Pinheirinho, deflagrada pela PM no domingo.

“Vence mais uma vez a política do coturno em prol do capital”, disse ela. “E o governo do Estado lavou as mãos sobre o caso.”

O governador Geraldo Alckmin chegou menos de um minuto após finalizado o discurso, acompanhado da primeira-dama, dona Lu.

Após a cerimônia, Matarazzo disse à Folha que a dupla tinha direito de fazer o discurso, mas que ele endossa a operação policial.

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