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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Os "peixe" do grupo Folha/UOL

Em maio passado, o grupo Folha/UOL foi um dos que criticou o material distribuído pelo MEC em que se explicava as questões referentes à norma padrão e às formas não-padrão da língua portuguesa.  Em texto, por exemplo, publicado em 14 de maio, já trazia no título seu claro posicionamento ("Livro distribuído pelo MEC defende errar concordância").  Para criticar o texto, a matéria da Folha recorreu a dois dos maiores representantes da corrente que enfatiza a gramática como a única forma da língua portuguesa: Evanildo Bechara e Pasquale Cipro Neto:

O linguista Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, critica os PCNs [Parâmetros Currículares Nacionais].
"Há uma confusão entre o que se espera da pesquisa de um cientista e a tarefa de um professor. Se o professor diz que o aluno pode continuar falando 'nós vai' porque isso não está errado, então esse é o pior tipo de pedagogia, a da mesmice cultural", diz.
"Se um indivíduo vai para a escola, é porque busca ascensão social. E isso demanda da escola que lhe ensine novas formas de pensar, agir e falar", continua Bechara.
Pasquale Cipro Neto, colunista da Folha, alerta para o risco de exageros. "Uma coisa é manifestar preconceito contra quem quer que seja por causa da expressão que ela usa. Mas isso não quer dizer que qualquer variedade da língua é adequada a qualquer situação."
Pois é.  Nada como um dia depois do outro.


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