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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: O vice-presidente e o advogado

Leio hoje em alguns veículos que o convalescente vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) encontrou-se esta semana com o presidente do DEM na cidade de São Paulo para tratar de uma aliança e do apoio dos Democratas à candidatura de Gabriel Chalita a prefeitura paulistana.
Além do espanto que isso representa por duas questões políticas (o vice-presidente da República negociando acordo eleitoral com um dos principais partidos de oposição - e na maior cidade do país), isso me fez lembrar a investigação criminal em curso devido à Operação Sinal Fechado. Afinal, quem é o presidente do DEM em São Paulo? É o advogado Alexandre de Moraes, ex-supersecretário de Kassab nas áreas de transporte, sendo responsável pela agora investigada inspeção veicular realizada pela Controlar. Mais que isso.
Já mostrei aqui no blog que o PSDB do RN recebeu uma doação de R$ 100 mil em 30 de setembro de 2010 da parte de uma das empresas que compõe o consórcio Ecovias, que administra rodovias no estado de São Paulo. No dia seguinte, esse dinheiro foi repassado para as contas do advogado George Olímpio, apontado como líder da quadrilha denunciada pela Operação Sinal Fechado. Dessa quantia suspeita-se que cerca da metade foi entregue, em dinheiro vivo, ao suplente de senador tucano João Faustino. Faustino depositou, através de envelope, R$ 20 mil na conta de Alexandre de Moraes (o restante foi depositado, da mesma forma, na conta de João). Talvez, pagamento de comissão. Adoraria poder perguntar a Alexandre de Moraes a que se referia esse pagamento.
De todo modo, parece atentar contra o espírito republicano do país, além das questões políticas, ver o vice-presidente se encontrar com alguém cujo envolvimento em uma fraude milionária não foi ainda bem esclarecido.

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