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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Estudante grávida é agredida na USP

No UOL

Uma aluna de matemática da USP, grávida de cinco meses, acusa guardas universitários de terem a agredido durante a desocupação do centro de vivência na sexta-feira passada (6).

O prédio é o mesmo onde na segunda-feira um PM foi filmado agredindo o estudante Nicolas Menezes -dois policiais foram afastados, em mais um incidente envolvendo a corporação.

Em outubro, três alunos foram pegos com maconha -colegas reagiram e houve confronto com a PM. Depois, um grupo invadiu a reitoria, e cerca de 400 policiais atuaram na desocupação.

A denúncia da aluna Ana Paula, 25, que pediu para não ter o sobrenome divulgado, foi formalizada em boletim de ocorrência no 91º DP.

Afirma que os guardas da universidade a derrubaram no chão com uma rasteira e fecharam as portas de roldana do prédio em suas costas.

Na queixa registrada por Ana Paula, consta registro de ferimentos nas costas e no braço da jovem, que fez exame de corpo de delito.

"Eu entrei para tirar fotos [a guarda entrou, lacrou as portas e estava tirando materiais do centro de vivência]. Quando avançaram na minha direção, pedi para não tocarem em mim que estou grávida. Eles me passaram uma rasteira e me derrubaram."

No dia em que ela diz ter sido agredida, o reitor João Grandino Rodas esteve no local e chegou a ser interpelado por estudantes.

A reitoria da USP disse ter conhecimento sobre a denúncia de agressão e afirmou "que os fatos serão apurados pelos órgãos competentes da universidade".

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