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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Escândalo: Negócio de R$ 5,6 mi divide batistas, não é aprovado em convenção, mas será realizado

Poucas vezes na minha história neste blog eu fiz referência à minha fé.  Não que eu não a tenha por importante, mas tenho uma postura diante da vida e diante da militância que não necessariamente me obriga a ficar aqui expondo o que creio e o que penso a torto e a direito.  Mas eu sou evangélico há mais de quinze anos.  Há seis anos, sou membro de uma comunidade batista, a Igreja Batista Viva.
Precisei fazer esse preâmbulo para poder contextualizar a história que relato a seguir.  Conto-a de dentro.  Estava presente em uma das reuniões mais absurdas das quais já participei e que tem potencial explosivo de se transformar em um dos maiores escândalos no meio evangélico na história de Natal - maior que o caso do vereador evangélico que está respondendo por pedofilia.
Necessária mais uma contextualização antes de prosseguir - o que farei em outros posts: as igrejas batistas têm uma organização absolutamente democrática (direta) e congregacional (ao menos era para ser assim). Entre outras coisas, isso significa que as decisões realmente importantes são tomadas pelo coletivo, em votação direta.  Inclusive alienação de bens, que exige, segundo o estatuto da Convenção Batista Norte-riograndense, maioria absoluta para ser aprovado - ou seja, dois terços dos votos.
A igreja no RN discute, há três anos, a venda de um patrimônio de 4,5 mil metros quadrados no Barro Vermelho, região central de Natal.
A seguir, falarei sobre compra e venda e atores desse drama.

Comentários

  1. Caro Daniel,
    É lamentável que dividiu-se mesmo, Eu, porém fiquei no lado do NÃO!!!
    Apesar do que vimos ontem, SER batista está muuuuito acima disto.
    Só para contribuir, informo que os Batistas receberam este nome no século XVII. Portanto, trata-se de uma igreja histórica, cujos pastores, que dirigiram a Assembléia de ontem, já deveriam ter aprendido a viver a agir conforme os 6 princípios constantes da Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira.
    E por falar nesses princípios (algo de valor imutável e inegociável), quero relembrar o 2º e 4º princípios, que estão inclusive postados no site da CBNR.
    Princípio 2º: O conceito de igreja como sendo uma comunidade local democrática e autônoma, formada de pessoas regeneradas e, biblicamente, batizadas.
    Princípio 4º: A absoluta liberdade de consciência.
    Reflexão:
    O que se assistiu na Assembléia de ontem obedeceu ao princípio democrático?
    Quando membros batistas convencionais, inclusive o presidente da Igreja Batista Viva teve sua proposta anulada de forma autoritária, será que respeitou-se a absoluta liberdade de consciência?
    Reflitamos!!!

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