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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Egito: Promotoria pede pena de morte para Mubarak

No UOL
Ex-ditador do Egito Hosni Mubarak chega em uma maca para mais uma audiência de seu julgamento no Cairo

Na mais recente audiência de um julgamento muitas vezes adiado e bastante aguardado pela população egípcia, a Promotoria do Cairo pediu nesta quinta-feira a pena de morte para o ex-ditador do Egito, Hosni Mubarak, pela morte de civis durante a revolução que o tirou do poder no ano passado. O pedido foi oficializado pelo promotor Mustafah Suleiman que citou o Código Penal egípcio para o crime de assassinato premeditado.


"A lei prevê a pena de morte para o assassinato premeditado", declarou Suleiman ao fim de sua exposição no tribunal da capital egípcia onde Mubarak está sendo julgado.
De acordo com a agência de notícias Efe, a promotoria pediu ainda a pena de morte para o ex-ministro do Interior Habib al Adli e seis funcionários que o auxiliavam durante o tempo em que participaram do regime.
Acusações
Ainda na terça-feira (3), a Promotoria egípcia expôs as decisões errôneas adotadas pelo regime do ex-ditador durante a revolução de 25 de janeiro do ano passado.
Um dos advogados da acusação, Ashraf Atwa, disse que o procurador-geral, Mustafa Suleiman, relatou durante a sessão os erros do antigo regime que causaram a deterioração da situação no país antes da revolução egípcia.
Atwa afirmou que Suleiman lembrou principalmente "a piora da situação social, política e econômica no país, a tentativa de Mubarak de passar o poder a seu filho Gamal e o uso por parte do Ministério do Interior da força excessiva contra os manifestantes".
Segundo a mesma fonte, as alegações da Procuradoria estão divididas em duas partes: uma para as acusações relacionadas com o assassinato de manifestantes e outra para os supostos casos de corrupção cometidos pelo regime.
Mubarak é processado com seu ex-ministro do Interior Habib al Adli e seis de seus ajudantes por seu suposto envolvimento na morte de centenas de manifestantes que saíram às ruas do Egito desde o dia 25 de janeiro para pedir a saída do ditador, que renunciou no dia 11 de fevereiro.
Além disso, Mubarak é julgado por um suposto delito de corrupção com seus filhos, Gamal e Alaa. Todos os acusados estiveram presentes no julgamento.
Na terça-feira, a corte decidiu concluir a fase probatória do processo e escutar as alegações da acusação e da defesa como último passo antes de ditar sentença.
O julgamento estava suspenso desde o dia 30 de outubro por uma reivindicação dos advogados da acusação, que pretendiam recusar os juízes encarregados do caso. No entanto, a recusa foi rejeitada e o processo contra Mubarak foi retomado no dia 28 de dezembro.

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