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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Egito: Promotoria pede pena de morte para Mubarak

No UOL
Ex-ditador do Egito Hosni Mubarak chega em uma maca para mais uma audiência de seu julgamento no Cairo

Na mais recente audiência de um julgamento muitas vezes adiado e bastante aguardado pela população egípcia, a Promotoria do Cairo pediu nesta quinta-feira a pena de morte para o ex-ditador do Egito, Hosni Mubarak, pela morte de civis durante a revolução que o tirou do poder no ano passado. O pedido foi oficializado pelo promotor Mustafah Suleiman que citou o Código Penal egípcio para o crime de assassinato premeditado.


"A lei prevê a pena de morte para o assassinato premeditado", declarou Suleiman ao fim de sua exposição no tribunal da capital egípcia onde Mubarak está sendo julgado.
De acordo com a agência de notícias Efe, a promotoria pediu ainda a pena de morte para o ex-ministro do Interior Habib al Adli e seis funcionários que o auxiliavam durante o tempo em que participaram do regime.
Acusações
Ainda na terça-feira (3), a Promotoria egípcia expôs as decisões errôneas adotadas pelo regime do ex-ditador durante a revolução de 25 de janeiro do ano passado.
Um dos advogados da acusação, Ashraf Atwa, disse que o procurador-geral, Mustafa Suleiman, relatou durante a sessão os erros do antigo regime que causaram a deterioração da situação no país antes da revolução egípcia.
Atwa afirmou que Suleiman lembrou principalmente "a piora da situação social, política e econômica no país, a tentativa de Mubarak de passar o poder a seu filho Gamal e o uso por parte do Ministério do Interior da força excessiva contra os manifestantes".
Segundo a mesma fonte, as alegações da Procuradoria estão divididas em duas partes: uma para as acusações relacionadas com o assassinato de manifestantes e outra para os supostos casos de corrupção cometidos pelo regime.
Mubarak é processado com seu ex-ministro do Interior Habib al Adli e seis de seus ajudantes por seu suposto envolvimento na morte de centenas de manifestantes que saíram às ruas do Egito desde o dia 25 de janeiro para pedir a saída do ditador, que renunciou no dia 11 de fevereiro.
Além disso, Mubarak é julgado por um suposto delito de corrupção com seus filhos, Gamal e Alaa. Todos os acusados estiveram presentes no julgamento.
Na terça-feira, a corte decidiu concluir a fase probatória do processo e escutar as alegações da acusação e da defesa como último passo antes de ditar sentença.
O julgamento estava suspenso desde o dia 30 de outubro por uma reivindicação dos advogados da acusação, que pretendiam recusar os juízes encarregados do caso. No entanto, a recusa foi rejeitada e o processo contra Mubarak foi retomado no dia 28 de dezembro.

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