Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Direitos Humanos: Como começa 2012

Olha só a gravidade dos fatos que se noticiam no início desde ano novo.  Parece nos remeter direto ao centro do regime repressivo da Ditadura Militar - ou algo ainda pior:

* denúncia de curumim de oito anos sendo queimada viva no interior do Maranhão, com investigação superficial da Funai;
* estudante negro da USP sendo agredido gratuitamente por PM descontrolado de São Paulo, que lhe apontou inclusive a arma;
* Exército Brasileiro sendo acusado de executar rapaz de quinze anos em favela do Rio de Janeiro - deixando-o, inclusive, agonizando por mais de uma hora sem permitir o socorro até que morresse;
* mulher nordestina e medicada que ao tentar denunciar uma agressão sofrida no trânsito de São Paulo é agredida física e moralmente, tem seus direitos vilipendiados e fica detida irregularmente por delegado de polícia civil.

O que ainda nos reserva 2012?

Comentários

Postagens mais visitadas