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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Cuba nega que Villar fosse dissidente e estivesse em greve de fome

Do Opera Mundi

O governo cubano negou nesta sexta-feira (20/01) que o prisioneiro falecido Wilmar Villar Mendoza fosse um dissidente e estivesse em greve de fome, atribuindo as críticas por sua morte a uma "campanha internacional difamatória", segundo uma nota publicada em um portal do governo.

"Há provas abundantes e depoimentos que mostram que ele não era um dissidente, nem estava em greve de fome", diz o governo de Raúl Castro na nota oficial, publicada pelo portal Cubadebate.

"Há dias, agências de notícias estrangeiras, principalmente de Miami, vêm promovendo uma intensa campanha internacional difamatória, juntamente com elementos contrarrevolucionários internos, que apresentam Villar Mendoza como um suposto dissidente que morreu após uma greve de fome na prisão", diz a nota oficial.

O corpo de Villar foi sepultado no povoado de Contramaestre, em Santiago de Cuba, numa cerimônia reservada aos familiares. "Cuba lamenta a morte de qualquer ser humano, condena energicamente as manipulações grosseiras de nossos inimigos, e saberá desarmar esta nova agressão com a verdade e a firmeza que caracterizam nosso povo", assinala a nota do governo.

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