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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Acusado de desvio de verbas, Luiz Fernando Corrêa torturou empregada até cegá-la

Por Leandro Fortes
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Em 2009, denunciei esse sujeito [Luiz Fernando Corrêa, acusado agora por desviar recursos do Pan-2007] por ter torturado uma empregada doméstica, Ivone da Cruz, em 2011, no Rio Grande do Sul, até CEGÁ-LA. Estive com ela, uma mulher pobre, de Alvorada do Sul, mãe de quatro flhos, deprimida e enfiada dentro de casa, sem poder trabalhar e ajudar no sustento da família. Ela foi acusada, sem nenhuma prova, de ter roubado a casa da avó da namorada deste delegado. Foi levada para a superintendência da PF em Porto Alegre e submetida a choques elétricos e espancamentos. Ficou CEGA, repito, por causa das torturas. Luiz Fernando Correa se safou porque foi protegido por Tarso Genro, então ministro da Justiça, que o nomeou diretor-geral da Polícia Federal, com a única missão de abafar a Operação Satiagraha e perseguir o delegado Protógenes Queiroz, que chefiou aquela ação policial contra Daniel Dantas, o banqueiro bandido que foi solto por dois habeas corpus seguidos do ministro Gilmar Mendes. Graças à ação de Genro, o PT conseguiu impedir que Correa fosse convocado para depor na Comissão de Direitos Humanos da Câmara - fato inédito até então, naquela comissão. Agora, quero ver o que vão fazer para livrar a cara deste delegado que envergonha a PF e o Brasil.

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