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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Sinal Fechado e Pecado Capital: investigações paralelas que se cruzam?

Em 07 de abril, no contexto das investigações da Operação Pecado Capital, o Ministério Público captou a seguinte ligação telefônica, entre Rhandson e alguém identificado como Dickson:
RHANDSON X DICKSON ( 84 9108 5116) - DICKSON, que é amigo de BARTOLOMEU, liga para RHANDSON pedindo que o ajudasse com um carro que foi apreendido em uma blitz. DICKSON comenta que RICHARDSON estaria trabalhando no DETRAN, mas RHANDSON logo diz que na verdade quem está lá éÉRICO. RHANDSON fala que quem deveria ter ido era ele mesmo para a vaga na coordenação de habilitações, porém por algum motivo de acerto com a Governadora e o deputado GILSON MOURA, ainda não tinha dado certo. DICKSON insistedizendo que RICHARDSON tem conhecimento dentro do DETRAN e passa a placa do Celta MYM 8858, com o intuito de que possa negociar pagando pelo menos o IPVA para retirar o carro de lá, pois o valor total estaria em mil e quinhentos reais, com multa e impostos. RHANDSON diz que vai ver o que pode ser feito e pede que ligue no outro dia para saber de alguma novidade. Em seguida DICKSON passa o telefone para BARTOLOMEU. BARTOLOMEU diz que precisa manter contato com RHANDSON, pois precisa fazer uma parceria, já que RICHARDSON anda afastado com outros compromissos. RHANDSON confirma que depois entra em contato com ele.
A Operação Pecado Capital foi deflagrada três meses atrás.  Por causa dela, cujas investigações agora são federais por se tratarem de recursos vindos do Inmetro para o Ipem, Rychardson Macedo continua preso preventivamente.
Por que trago esse telefonema de volta da investigação anterior para o atual cenário?  Porque a conversa gira em torno do Detran.  E da pessoa de Érico Valério, seu ex-diretor e denunciado pelo Ministério Público por diversos crimes no contexto da Sinal Fechado.  Rhandson prometeu verificar com Érico se poderia ajudar no caso do carro sobre o qual Dickson pede interferência.  As frases que se destacam a partir do que já sabemos hoje são emblemáticas:

  • DICKSON insiste dizendo que RICHARDSON tem conhecimento dentro do DETRAN;
  • DICKSON comenta que RICHARDSON estaria trabalhando no DETRAN, mas RHANDSON logo diz que na verdade quem está lá é ÉRICO;
  • RHANDSON fala que quem deveria ter ido era ele mesmo para a vaga na coordenação de habilitações, porém por algum motivo de acerto com a Governadora e o deputado GILSON MOURA, ainda não tinha dado certo.

Alguma dúvida de que Sinal Fechado e Pecado Capital são investigações paralelas com muito potencial de se cruzar em algum ponto nem tão infinito?

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