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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#PrivatariaTucana: Os dois motivos para Henrique Alves não assinar a CPI

Por Cezar Alves
No Portal No minuto

O deputado federal Henrique Eduardo Alves, do PMDB, tem dois motivos para não assinar a criação da CPI da “Privataria Tucana”, sugerida pelo deputado Protógenes Queiroz, do PC do B.

Um dos motivos o próprio Henrique explica via Twitter e o segundo eu mesmo conto.

“O PMDB tem revelado maturidade e responsabilidade. Não assinamos CPI de mensalão , nem do DNIT, nem a CPI da Caixa Econômica e nem essa do livro. Tem 16 na fila. Viraram rotina... É mais política que administrativa e seria”, escreveu Henrique Alves.

“Nenhuma se instala porque virou instrumento vulgar de radicalização política sem o foco da seriedade administrativa. Tanto que o Presidente Marco Maia, do PT, não instala nenhuma dessas. Distorcidas, politizadas, guerra eleitoral fora de época....”

O segundo motivo é que entre as “privatizações” descritas no livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Junior, consta a COSERN, que foi praticamente dada (R$ 600 milhões) de presente por Garibaldi Alves filho, também do PMDB e primo de Henrique Alves, ao grupo Guaraniana, formado pelo Previ, BB e a Iberdrola, controlado por Gregório Marín Preciado, casado com uma prima de José Serra, do PSDB.

Gregorio Marín Preciado é um tipo de empresário que mesmo sendo “amigo” do governo não tem o menor jeito para administração de empresas. Para “comprar”, forçado pela força tucana do governo federal da era FHC, Preciado conseguiu quitar sua dívida no BB de R$ 448 milhões com pouco mais de R$ 4 milhões. Assim fez a “parceria” Iberdrola, BB e Banco do Brasil, onde estes dois últimos pagaram a COSERN e ele ficou no comando.

O Consórcio Guaraniana se acabou e hoje a COSERN pertence ao grupo Neoenergia, que não quer falar sobre o assunto, conforme reportagem publicada no JORNAL DE FATO.

Ou seja, o segundo motivo para Henrique Alves não assinar a CPI da Privataria Tucana é que certamente a CPI teria como alvo o PMDB e o primo ministro/senador Garibaldi Alves, que através de sua assessoria, também não começou o caso.

Quando perguntei ao deputado Henrique Alves se a negativa para assinar a CPI tinha relação com o fato de Garibaldi ter privatizado a COSERN, o deputado escreveu:

“@cezaralves Na boa também, porque só assinar essa e não as outras também? Abs e entendo sua torcida partidária.Faz parte “, escreveu o deputado e se desligou do Twitter.

Preferiu tentar me desqualificar como profissional de comunicação e não responder. Isto revela a personalidade do deputado federal que está há mais de 40 anos na Câmara.

O deputado federal Protógenes Queiroz já tem as assinaturas suficientes para solicitar a instalação da CPI da Privataria Tucana e já fez o pedido.

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