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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#PrivatariaTucana: Os dois motivos para Henrique Alves não assinar a CPI

Por Cezar Alves
No Portal No minuto

O deputado federal Henrique Eduardo Alves, do PMDB, tem dois motivos para não assinar a criação da CPI da “Privataria Tucana”, sugerida pelo deputado Protógenes Queiroz, do PC do B.

Um dos motivos o próprio Henrique explica via Twitter e o segundo eu mesmo conto.

“O PMDB tem revelado maturidade e responsabilidade. Não assinamos CPI de mensalão , nem do DNIT, nem a CPI da Caixa Econômica e nem essa do livro. Tem 16 na fila. Viraram rotina... É mais política que administrativa e seria”, escreveu Henrique Alves.

“Nenhuma se instala porque virou instrumento vulgar de radicalização política sem o foco da seriedade administrativa. Tanto que o Presidente Marco Maia, do PT, não instala nenhuma dessas. Distorcidas, politizadas, guerra eleitoral fora de época....”

O segundo motivo é que entre as “privatizações” descritas no livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Junior, consta a COSERN, que foi praticamente dada (R$ 600 milhões) de presente por Garibaldi Alves filho, também do PMDB e primo de Henrique Alves, ao grupo Guaraniana, formado pelo Previ, BB e a Iberdrola, controlado por Gregório Marín Preciado, casado com uma prima de José Serra, do PSDB.

Gregorio Marín Preciado é um tipo de empresário que mesmo sendo “amigo” do governo não tem o menor jeito para administração de empresas. Para “comprar”, forçado pela força tucana do governo federal da era FHC, Preciado conseguiu quitar sua dívida no BB de R$ 448 milhões com pouco mais de R$ 4 milhões. Assim fez a “parceria” Iberdrola, BB e Banco do Brasil, onde estes dois últimos pagaram a COSERN e ele ficou no comando.

O Consórcio Guaraniana se acabou e hoje a COSERN pertence ao grupo Neoenergia, que não quer falar sobre o assunto, conforme reportagem publicada no JORNAL DE FATO.

Ou seja, o segundo motivo para Henrique Alves não assinar a CPI da Privataria Tucana é que certamente a CPI teria como alvo o PMDB e o primo ministro/senador Garibaldi Alves, que através de sua assessoria, também não começou o caso.

Quando perguntei ao deputado Henrique Alves se a negativa para assinar a CPI tinha relação com o fato de Garibaldi ter privatizado a COSERN, o deputado escreveu:

“@cezaralves Na boa também, porque só assinar essa e não as outras também? Abs e entendo sua torcida partidária.Faz parte “, escreveu o deputado e se desligou do Twitter.

Preferiu tentar me desqualificar como profissional de comunicação e não responder. Isto revela a personalidade do deputado federal que está há mais de 40 anos na Câmara.

O deputado federal Protógenes Queiroz já tem as assinaturas suficientes para solicitar a instalação da CPI da Privataria Tucana e já fez o pedido.

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