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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#PrivatariaTucana: Antijornalismo da Folha

Seis dias depois do lançamento de "A privataria tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr, a Folha de São Paulo finalmente deu alguma notícia a seu respeito.  Tom cauteloso e defensivo com respeito a Serra, demonstra seu absoluto antijornalismo, especialmente quando se refere a acusações contra tucanos.


Quem escreveu esse infográfico deve acreditar em Papai Noel.  Ou não acredita de verdade no que está escrito aí.  Quais são os pontos fracos do livro de Amaury?

1) "Documentos mostram que a transação financeira ocorreu [Carlos Jereissati, que adquiriu a Oi, transferiu US$ 410 mil para Ricardo Sérgio, um dos principais articuladores das privatizações], mas o livro não apresenta prova de que ela tenha algo a ver com a privatização da Telemar".
Esse argumento, na falta de palavra melhor, é inacreditável.  A desfaçatez com que se comporta o jornal é de enojar.  Quer dizer que um dos principais empresários do país, irmão de uma liderança tucana e comprador da principal fatia no leilão da Telebrás deposita, num paraíso fiscal, US$ 410 mil na conta do diretor internacional do BB e... isso não significa nada?
2) "O livro documenta várias transações [de Verônica Serra, do marido e de Verônica Dantas em paraísos fiscais, com aumento descomunal de capital de suas empresas], mas não há nenhum evidência de que esses recursos tenham origem ilícita".
Entendi...
Quem escreveu esse infográfico deve estar envergonhado.  Por que, se realmente acredita em duendes como esses, não devia fazer parte dos quadros funcionais do "maior jornal do país".

Comentários

  1. Chamados para transformar16 de dezembro de 2011 às 03:41

    Muito engraçado esse tipo de netrevista, o jornal (advogado do suspeito) está de parabéns por nos fazer rir, dúvido muito que o autor do livro tenha criado sem alguma prova.

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