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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Os hiatos do Novo Jornal

As informações que Cassiano Arruda me passou aqui me fizeram pensar em algumas circunstâncias que julgo serem importantes para nós, seus leitores.
Cassiano confirma que em outubro de 2010 o Novo Jornal negociou espaço em termos de matérias pagas em favor do Consórcio INSPAR.  Ou seja, nós, seus leitores, fomos de uma certa maneira ludibriados uma vez que acreditamos, ao ler as notícias de um veículo de comunicação, que o único interesse que pautou aquela matéria tenha sido a própria informação.  Agora sabemos que cerca de oito matérias em prol do Consórcio INSPAR publicadas em 2010 foram, na verdade, fruto de negociação comercial.
Como leitor, também, considero que fosse conveniente que o jornalista, diretor do jornal, tivesse explicitado a relação comercial que tinha com o Consórcio quando, em fevereiro, partiu para defesa da manutenção do contrato para inspeção veicular com o Detran.  Ou não é importante saber que aquele que estava defendendo o negócio tinha uma relação comercial com os interessados?
Além disso, Cassiano confirma também que George Olímpio tem contrato como advogado da empresa que edita o Novo Jornal.  Será que não interessava aos leitores do jornal saber que, além da relação comercial com o Consórcio INSPAR, o Novo Jornal tinha um contrato de honorários advocatícios com aquele que foi denunciado como líder de uma organização criminosa?
Por fim, o jornalista termina confirmando que é ele o Cassiano sobre quem falam os investigados em diversas ligações telefônicas interceptadas.  Essa informação não era relevante o suficiente para ser referida na cobertura que o jornal fez do caso?  Os seus leitores não precisavam saber disso, inclusive para atestar a independência na cobertura do caso pelo Novo Jornal?
A princípio nenhuma dessas situações constituem ilícitos.  No entanto, chama-nos atenção que todas elas tenham sido negligenciadas pelo jornal em sua cobertura da Operação Sinal Fechado.  Restará uma dúvida no ar, sempre.

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