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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: "Os caras têm um negócio bom, e eu quero 51%"

Pelo que se depreende do diálogo a seguir, um ator importante no acordo que a organização criminosa tentou com o governo Rosalba Ciarlini (DEM) e que, aparentemente, chegou a bom termo é o empresário Edvaldo Fagundes Filho.
Fagundes Filho, filiado ao DEM, foi um grande contribuinte na campanha da governadora.  Segundo o diálogo, ele seria responsável para cobrar do governo o cumprimento do contrato com o INSPAR ("ele vai fazer a seguinte cobrança do governo: Olha, eu quer um negócio bom, os caras têm um negócio bom, e eu quero 51%").
Apesar de o nome que aparece na transcrição ser Edson Guedes Filho, na denúncia o MP esclarece que as investigações mostraram se tratar de Fagundes Filho.
A gravação do telefonema ainda aponta a presença da construtora EIT na negociata.  A EIT é referida em outros momentos.







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