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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: juíza nega revogação de prisão a advogado

Na Tribuna do Norte

A juíza da 6ª vara Criminal de Natal, Emanuella Cristina Pereira Fernandes, negou na tarde desta segunda-feira (19) um novo pedido de revogação de prisão em favor do advogado Marcus Vinicius Furtado da Cunha, preso na operação Sinal Fechado. A defesa do advogado, que está preso no quartel do Comando Geral da Polícia Militar, também requereu a a possível adoção de medida cautelar diversa da prisão, o que também foi negado pela magistrada.Os advogados de Marcus Vinícius sustentaram, no pedido, "que existem provas concretas e mais contundentes quanto a outros denunciados que já foram soltos, e contra ele nada de tão firme foi apresentando pelo Ministério Público, não existindo, assim, motivos para manutenção de sua prisão".

Emanuella Cristina Pereira frisou que "a concessão de liberdade provisória e/ ou de benefícios a outros envolvidos nos fatos relatados nos autos, não dá o direito a que todos aqueles contra quem existe denúncia pela prática de crimes correlatos também o obtenham, pois cada situação há de ser tratada de forma diferenciada, de acordo com a condição pessoal do réu, sobretudo, o lugar ocupado por cada um dentro da estrutura organizacional dos crimes evidenciados, conforme este juízo já havia explicitado na decisão que denegou o mesmo pedido ao réu no último dia 16 de dezembro".

Na decisão, a juíza alega que a prisão de Marcus Vinícius Cunha "permanece necessária porque os motivos que a ensejaram continuam presentes e porque já havia arcabouço probatório suficiente para tanto, antes mesmo da deflagração pública da investigação. Essas provas, por óbvio, não são apenas o resultado das escutas telefônicas acerca do recebimento de propina, pois que antes mesmo das buscas o inquérito conduzido pelo Ministério Público já contava com 09 volumes de documentos relativos às contratações dos serviços do CRC/Detran e da inspeção veicular em que se percebeu a decisiva participação do acusado em questão para a efetivação dos crimes".

O advogado Marcus Vinícius Furtado da Cunha continua preso no Comando da PM, no bairro do Tirol, em Natal.

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