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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: juíza indefere pedido de Edson César e Marcus Vinícius Furtado


A juíza Emanuella Cristina Pereira Fernandes, indeferiu o pedido de relaxamento de prisão dos acusados pela Operação Sinal Fechado de participação em fraudes no Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN), Marcus Vinícius Furtado Cunha e Edson César Cavalcante Silva. Os advogados de defesa destes denunciados, haviam recorrido à Justiça solicitando a substituição das prisões preventivas dos seus clientes por medidas cautelares alternativas, nos mesmos moldes das aplicadas ao acusados Caio Biagio Zuliane, Nilton José Meira e Flávio Ganem Rillo. Anterior à decisão da magistrada, o Ministério Público Estadual havia se manifestado contrário à soltura de Marcus Vinícius Furtado e Edson César.
Na decisão publicada no final da tarde desta sexta-feira, a juíza argumenta que "o fato de esta mesma magistrada ter concedido essa substituição em relação a outros envolvidos, não dá o automático direito a que todos aqueles contra quem existe denúncia pela prática de crimes correlatos, obtenha o mesmo benefício. É preciso das aos desiguais um tratamento desigual". Ela alegou, ainda, que tanto Marcus Vinícius Furtado da Cunha quanto Edson César Cavalcante Silva "não detém a mesma condição fático-processual dos outros a que se referem em seus pedidos".
A juíza definiu, em sua decisão, que Marcus Vinícius Furtado da Cunha está preso desde o início da operação por estar, supostamente, entre os líderes da organização. Em relação ao empresário Edson César Cavalcante Silva, ela o cita como quem "estava orquestrando a implementação do crime há tempos, de modo que é uma figura central no grupo".

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