Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Governo complementa respostas anteriores

Havia enviado, na minha resposta ao secretário Mulatinho, um comentário sobre os pontos que não haviam sido respondidos em sua primeira mensagem.  Mulatinho prontamente enviou os complementos às perguntas.


1) A conversa gravada em 14 de novembro de 2011 em que o lobista Alcides Barbosa esclarece à gerente de sua conta bancária os motivos de o negócio de inspeção veicular no RN terem tido problemas ("por razões políticas, numa demonstração de 'ciúmes' do esposo da Governadora, após um de seus sócios ter subido no palanque do Governador que havia perdido a eleição, 'travou' o andamento do contrato") e que o negócio, liquido e certo, voltaria a funcionar em fevereiro do próximo ano. O governo não falará sobre isso?

A atitude do governo de suspender e posteriomente cancelar a Inspeção Veicular demonstrou a conduta do atual governo sobre o tema.

2) O governo também não explicou o que eu perguntei na segunda questão: se o anúncio do cancelamento do contrato com o Consórcio Inspar foi feito em 09 de fevereiro, por que em maio o contrato não havia ainda sido cancelado?

Em decorrência do processo administrativo instaurado e necessidade de se instituir o contraditório e ampla defesa, cumprindo-se os prazos estabelecidos em lei.


Além disso, eu questionei se esse hiato foi provocado pelas negociações com o governo atual, flagradas nas interceptações telefônicas. O governo limitou-se a falar da suspensão determinada em janeiro pela governadora. Antes que os 45 de suspensão fossem concluídos, o governo anunciou o cancelamento do contrato - que levou cerca de três meses e meio para ser efetivado. Continuo curioso com o porquê.

Não houve hiato, a inviabilização do contrato ocorreu em conformidade com a legislação e seguiu-se rigorasamente a observância dos prazos legais.

Comentários

Postagens mais visitadas