Por acaso li o blog de Roberto Guedes agora.
Com postagem de ontem. Que parece dirigida, entre outros, a mim.

Alguns integrantes do Tribunal de Justiça estão altamente incomodados
em decorrência do vazamento, na blogosfera e nos jornais natalenses, de
informações referentes às prisões realizadas durante a operação "Sinal
Fechado", através das quais o ministério público estadual investiga
irregularidades e prevaricações supostamente cometidas no processo que
levou o governo potiguar a contratar com o consórcio Inspar o serviço
de inspeção ambiental sobre veículos automotores que trafegam neste
território.
Irritam-nos especificamente informações relativas ao
envolvimento de um dos presos com três desembargadores. Cheques antigos
dos três magistrados teriam sido encontrados num cofre que a policia
federal apreendeu quinta-feira passada, cumprindo mandado de busca e
apreensão, na sede da construtora Montana, controlada pelo empresário
Gilmar Lopes. Os papéis têm ensejado as mais diversas especulações
sobre as respectivas origens e têm levado muitos cidadãos à conclusão
de acumpliciamento entre desembargadores e autores de falcatruas.
A situação se complicou depois que espaços da blogosfera
passaram a divulgar trechos de conversas entre participantes do esquema
supostamente gravados pelo ministério público, na forma da lei, porque
alguns mencionam prenomes que, por coincidência, alimentam a idéia de
intimidade entre os envolvidos e magistrados.
Eles gostariam que os promotores responsáveis pelas
investigações e pelas prisões divulgassem oficialmente lista completa
de envolvidos, direta ou indiretamente, com as ilicitudes, a fim de
assim mostrar a lisura de todo o tibunal. "Do jeito que está, o
noticiário sobre a ‘Sinal Fechado' lança suspeitas sobre todos os
quinze atuais integrantes da corte", declarou um desembargador,
mantendo-se no anonimato para reforçar a sua e a distância dos colegas
em relação aos presos.
Ele gostaria que na hipótese de a Procuradoria Geral de
Justiça não agir neste sentido, caberá ao próprio Tribunal fazê-lo.
Seria o caso de a presidente da corte desembargadora Judite Monte,
reunir os demais integrantes, examinarem a questão e se pronunciarem
oficialmente a respeito.
Os trechos de conversas publicados, Roberto saberia se tivesse lido a petição,não foram "supostamente gravados pelo ministério público"; estão nos documentos que foram tornados públicos por ocasião da Operação Sinal Fechado. Nenhum blogueiro inventou nada.
Não era Roberto que dizia que perguntar não ofende? Pois então, Roberto, perguntar não ofende: você leu os documentos do Ministério Público?
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