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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Delphi doa à campanha de Wilma, em três parcelas

A Folha e o Novo Jornal deram destaque.  Aqui falamos sobre a descoberta dos promotores do Patrimônio Público de documento que prova que a organização criminosa repassou R$ 140 mil para Eduardo Patrício, ex-cunhado de George Olímpio, em três parcelas.  Aí a Delphi Engenharia repassou, em três parcelas, R$ 150 mil para a campanha de Wilma de Faria. (clique nas imagens para ver maior)





A partir disso, comecei a pensar em outras coisas.  Se Iberê recebeu R$ 1 milhão do esquema fraudulento, dificilmente foi para embolsar.  Deve ter seguido para a campanha.  Pode ter entrado para caixa dois, mas provavelmente a entrada nas contas de campanha deve ter sido legalizada. 
Nas prestações de contas do PSB e de Iberê há apenas uma doação cujo valor é R$ 1 milhão.



Lembro isso para falar sobre o que se fala pela cidade, tendo sido publicada inclusive em um jornal da cidade, que José Agripino teria recebido R$ 700 mil do esquema do INSPAR na campanha e, por isso, intercedeu junto ao governo Rosalba (DEM) em favor do consórcio.  Será que houve triangulação semelhante nas três doações?

Entre os dias 13 e 22 de setembro há uma movimentação intensa nas contas do DEM e do senador, envolvendo um valor muito próximo aos R$ 700 mil e uma construtora:

Observação: Acima, onde se lê "setembro de 2009", leia-se "setembro de 2010"

Será esse o batom na cueca do "probo" senador José Agripino? Será que o Ministério Público apreendeu algum documento de doação ou repasse semelhante ao que envolveu Eduardo Patrício e a Delphi envolvendo a Queiroz Galvão?  Seria o ponto a fechar nessa questão do envolvimento de José Agripino, inclusive recebendo verba do esquema fraudulento do INSPAR.


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