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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Curiosidade sobre visita de Aécio Neves



Curiosa a vinda do senador Aécio Neves (PSDB) a Natal em plena everfescência provocada pela Operação Sinal Fechado.  Semana passada, a imprensa noticiou a visita de outro senador tucano, Aloysio Nunes Ferreira, ao seu ex-subordinado João Faustino (PSDB).
Por que estou curioso com a vinda de Aécio? 
As investigações do Ministério Público, segundo o que consta nos documentos já disponibilizados, dão conta de que o mesmo esquema fraudulento de registro de veículos no Detran foi operacionalizado em Minas Gerais.  Boa parte da petição inicial e denúncia, aliás, é gasta em descrever como a obrigatoriedade do registro foi questionada na justiça mineira.  Em determinado momento George Olímpio afirma que, em Minas, o vice-governador, que ele chama de José Alencar, é contra.  O vice de Aécio era Anastasia.  Alencar era mineiro e vice-presidente da República.  Há uma confusão, aparentemente, incorrigível.  Não consigo entender se quem era contra era Anastasia ou Alencar mesmo.
O que há de concreto é que o Ministério Público divulgou ter encontrado, na busca e apreensão no escritório de George Olímpio, um contrato dando conta que ele receberia R$ 4,50 por cada veículo financiado que fosse registrado nos cartórios de Minas Gerais em título de pagamentos de honorários.  Se imaginassemos o registro de 500 mil veículos por ano em MG, George estaria embolsando cerca de R$ 2,25 milhões por ano somente com o negócio no Detran mineiro.  Ele fez o contrato com a Vanuza Arruda, que ocupa a presidência do Instituto de Cartórios de MG, nos mesmos moldes do instituto potiguar do qual Marluce era presidente de direito e George de fato.
Ou seja, o esquema que operou aqui também apareceu em Minas, dando ganho financeiro direto a George.  Durante a gestão de Aécio Neves como governador.  A se considerar a acusação contra Wilma e Iberê, Aécio poderia estar bastante implicado na fraude em seu estado.  O MP mineiro investigará o caso?
Resta a algum colega aproveitar a coletiva de amanhã e fazer a pergunta.  Aliás, poderia perguntar se o tucano visitará João Faustino ou algum dos presos.

P.S.: Outra boa pergunta a Aécio amanhã, aqui em Natal, é sobre o livro do jornalista Amaury Jr.  Amaury foi contratado por Aécio, segundo consta, para atuar no enfrentamento levantado contra ele pelo ex-governador José Serra.

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