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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Carlos Augusto Rosado travou contrato por "ciúmes"

O trecho da denúncia apresentada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público contra a organização criminosa desbaratada pela Operação Sinal Fechado, que publiquei no post anterior, é emblemático.
Trata-se da gravação de uma ligação efetuada por Alcides Barbosa no dia 14 de novembro - coincidentemente a data em que os promotores assinaram a Petição Inicial.
Nela o lobista esclarece algumas coisas importantes.
Primeiro põe a limpo uma coisa que eu efetivamente suspeitava: o "ódio grande" que Carlos Augusto Rosado tinha por George Olímpio deve-se ao seu apoio a Iberê nas eleições de 2010.  Aliás, George era contratado como advogado por Iberê.
Diz Alcides na gravação.
mas que, por razões políticas, numa demonstração de "ciúmes" do esposo da Governadora, após um de seus sócios ter subido no palanque do Governador que havia perdido a eleição, "travou" o andamento do contrato
 O outro aspecto a se depreender dessa afirmação é que a negociação com o governo Rosalba, finalmente, parece ter chegado a bom termo: a inspeção seria retomada em fevereiro do próximo ano.
Essa afirmação combina com o que o primeiro-cavalheiro, Carlos Augusto Rosado, falara em julho a Gilmar da Montana: "para esse ano não dá mais certo, e que por ele não sabe quando".

As evidências da penetração do esquema no governo Rosalba estão cada vez mais claras.

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