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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Paraíso: Justiça Federal suspende sentença


A sentença do juiz da 2ª Vara Federal, Walter Nunes da Silva Júnior, condenando sete pessoas envolvidas na Operação Paraíso, deflagrada em maio de 2007, foi suspensa pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. A desembargadora Margarida Cantarelli, auxiliada pela 4ª Turma do TRF da 5ª Região, deferiu o habeas corpus impetrado pelo advogado de defesa do grupo, Eduardo Rocha, e proferiu decisão favorável aos acusados. Todos aguardavam a decisão final da Justiça Federal em liberdade.

O advogado argumentou que o juiz Walter Nunes da Silva Júnior estava afastado da jurisdição quando proferiu a sentença. À época, o referido juiz havia sido convocado pelo Superior Tribunal de Justiça para oficiar como juiz auxiliar. A desembargadora acatou o pedido e, por unanimidade, tanto o processo quanto a condenação dos envolvidos foram anulados. O processo, porém, retornará à 2ª Vara da Fazenda Federal para ser novamente analisado. Com isto, uma nova sentença aos acusados será proferida.

A Operação Paraíso foi feita pela Polícia Federal no início do mês de maio de 2007. Com mandados de prisão e de busca e apreensão, foi descoberto que no Rio Grande do Norte atuava um grupo criminoso da Noruega, com envolvimento na quadrilha nórdico-paquistanesa B-Gang. Os criminosos aplicaram dinheiro de origem ilícita em imóveis e empreendimentos turísticos no Rio Grande do Norte. O dinheiro era conseguido em ações criminosas realizadas pela facção, que agia em seqüestros, tráfico de drogas, extorsão, roubos e homicídios. Foram denunciados pelo Ministério Público Federal 30 pessoas, inclusive o líder da quadrilha conhecida como B-Gang, Ghullam Abbas. Em 2009, foram condenados três brasileiros e três noruegueses pelo crime de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha.

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