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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Egito: Blogueiro é condenado a dois anos de prisão

Da Folha de São Paulo

O blogueiro egípcio Maikel Nabil, preso por criticar as Forças Armadas do país, foi condenado ontem a dois anos de prisão por um tribunal militar e a pagar multa de 200 libras egípcias (R$ 62).
"Em nome do povo, Maikel Nabil foi condenado", declarou o veredicto do tribunal.
A corte considerou que a condenação de Nabil "não tinha relação com a liberdade de opinião e expressão, e sim com os delitos de insulto e difamação em relação às Forças Armadas". O advogado do blogueiro, Naguib Guibrail, classificou a sentença de "lamentável e injusta".
Em abril, Maikel Nabil, 26, tinha sido condenado a três anos de prisão por ter "insultado" o Exército em seu blog. Sua sentença foi revista agora por novo veredicto.
Desde agosto, ele faz greve de fome em protesto por ter sido detido.
Segundo sua família, até agora ele ingeria sucos e leite, mas agora pretende beber somente água.
O julgamento é o primeiro de um blogueiro no país desde a queda do ditador Hosni Mubarak em fevereiro.
O caso de Nabil gerou amplas críticas de organizações internacionais de defesa dos direitos humanos. Segundo a Anistia Internacional, cerca de 12 mil civis foram julgados por tribunais militares desde janeiro no Egito -o dobro do total de pessoas levado à Justiça nos 30 anos de ditadura de Mubarak.

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