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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Com metade de funcionários, folha da AL supera Polícia Civil

Por Dinarte Assunção
No Portal Nominuto

Com 638 cargos comissionados, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte dispõe de folha de pagamento superior ao distribuído a uma das corporações mantenedoras da segurança pública do Estado, a Polícia Civil, que tem 1.350 policiais.

Em 2011, o Legislativo pagará aos seus servidores R$ 71,3 milhões, 11,75% a mais do que a folha de pagamento da Polícia Civil, orçada em R$ 63,8 mi, conforme dados do Portal da Transparência.

Ambos os números de servidores são, contudo, maiores. Na Polícia Civil, há técnicos e agentes que ganharam na Justiça o direito de receberam de acordo com nivelação de policial civil em virtude do trabalho prestado em delegacias. O sindicato da categoria, o Sinpol, não soube precisar esse número.

Já na Assembleia Legislativa, há ainda os servidores efetivos, cuja lista não é de domínio público. Se considerarmos que todos os 156 servidores efetivados por atos secretos entre 1982 e 1992 ainda estão na Casa, o número salta para 794 pessoas.

A nomeação dos 156 servidores é considerada secreta porque não houve publicidade dos atos, tampouco concurso público. O Ministério Público Estadual move 21 ações contra esses atos.

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