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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#AI5doDEM: Decreto é para "preservar a ordem", diz Consultor Geral do estado

Após até a OAB ter se manifestado informando a inconstitucionalidade da medida ditatorial de impedir a livre manifestação, o governo Rosalba continua tentando justificar o injustificável.  
Inclusive o exemplo da UFRN é extremamente infeliz.  Segundo o consultor, o "Campus foi cercado e há normas e critérios para se ter acesso a ele".  Alguém aqui já foi impedido de entrar no Campus?  Até ônibus circulam por ele.  Os automóveis entram e saem a qualquer horário.  O consultor perdeu oportunidade de ficar calado.

Por Dinarte Assunção

O consultor geral do Estado, José Marcelo Ferreira, explicou que a adoção de decreto instituído área de segurança no Centro Administrativo foi pensado com o intuito de preservar a região.

Segundo Ferreira, o Centro Administrativo é uma área de uso especial. Ele citou a UFRN como exemplo. "Veja, o campus foi cercado e há normas e critérios para se ter acesso a ele", comentou.

Indagado sobre a possibilidade de risco ao direito de protestar, em razão de estar proibida a realização de acampamentos na região, ele comentou que o dispositivo foi instituído para preservar a ordem.

Publicado na edição de hoje do Diário Oficial do Estado (DOE), o Decreto nº 22.511 institui como área de segurança o Centro Administrativo e traz algumas proibições.

A mais significante delas é o inciso II, do art. 2º, segundo o qual é proibido "armação de barracas ou quaisquer outras formas de acampamento que vise à instalação e permanência, embora que temporária, na respectiva área de segurança".

São também proibições tratadas no texto: ingresso de carros com equipamentos de som capazes e utilização de fogos de artifício, apitos, cornetas, ou quaisquer outros instrumentos que possibilitem a perturbação e o desempenho das atividades laborais dos servidores estaduais.

O texto também estabelece que, após as 18h, apenas servidores devidamente identificados terão acesso ao Centro Administrativo.

Comentários

  1. O Ato Institucional nº 5, AI-5, foi baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva. O que se seguiu, o país todo sofre as consequências até hoje, sobretudo, nas mediocridades investidas de autoridade. Não sabem falar e tb não sabem ou não querem ouvir. Claro que pegou mal. Mas não me surpreendem atitudes como essa. O que esperar de um governo que culpa Fernando beira-Mar pela explosão de homicídios na terra da governadora ?
    Depois qdo o povo acunha na vaia como em São Gonçalo jogam a culpa em Jaime Callado. É o jeito PFL, Arena de governar. Importaram essa monstruosidade de São Paulo, mas essa intolerância e medo dos movimentos populares combina como uma luva com Rosalba, ACM, José Agripino, P Maluf. Por certo está se antecipando e começando a ensaiar as zonas de exclusão para a Copa do Mundo. Daqui a pouco vai querer privatizar o sistema penitenciário e não vai exigir Ficha Limpa para o exercício de Cargo Comissionado. Enquanto quer afastar o povo do Centro Administrativo, essa turminha da sinal fechado parece que não tinha nem terá qualquer incomodo em adentrar os gabinetes. Marcos Dionisio, Mosquito

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