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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A indignação seletiva de José Serra é de morrer de rir

No Blog do Zé Dirceu



Risível a nota divulgada por José Serra, na qual ele classifica como "gravíssima" as escutas ilegais em um comitê eleitoral do PSDB em Rio Branco (AC). Segundo reportagem do Estadão desta 4ª feira (ontem) a Polícia Federal (PF) grampeou no ano passado telefones no comitê do candidato tucano ao governo do Acre, Tião Bocalon."Trata-se de um fato gravíssimo que precisa ser investigado a fundo. Acrescenta-se a outros episódios da mesma natureza, como as quebras ilegais de sigilo fiscal na tentativa de usá-los como armas eleitorais", diz o candidato à presidência da República pelo PSDB, derrotado no 2º turno no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff.

Quando é violado ilegalmente o sigilo de ministros do governo e de petistas, os tucanos não apenas divulgam como entram com medidas legais com base nas escutas ilegais. Já, nesse caso agora citado, do Acre, estão protestando e José Serra se fazendo de indignado contra uma escuta legal.

A reportagem publicada em O Estado de S.Paulo ontem adiantava que a PF confirmou a escuta, esclareceu que havia autorização judicial e a justificou com o argumento de que ela foi feita porque os telefones estavam em nome da deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), alvo de investigação.

Não entro no mérito da questão, se houve abuso. Mas, os tucanos não têm nenhuma autoridade para protestar porque eles não só usam como aplaudem toda violação e quebra de sigilo. Desde que seja dos adversários. Uma piada.

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