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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Situação sofre derrota acachapante no DCE da UnP

Anteriormente, falei aqui, aqui, aqui e aqui sobre as eleições da UnP.  A chapa de situação, representante de um grupo que mantém o poder desde os tempos antigos de Júlio Protásio, chegou a realizar uma eleição desrespeitando uma decisão judicial.  Aliás, nesse dia, perturbaram a paz de metade da cidade, circulando em buzinaço pelas ruas de Natal no meio da madrugada.  O DCE da UnP ficou sob ameaça de intervenção judicial.
A eleição, para valer, foi marcada para ontem.  E o resultado mostra o que a situação queria evitar: uma derrota acachapante nas urnas.  Ainda faltando a apuração dos votos da Unidade Roberto Freire, a chapa 1, de oposição, já contava com mais que o dobro dos votos da chapa de situação (1497 votos contra 663). Venceu a democracia.

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