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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Quem são os militantes do #OccupyWallStreet?

Uma pesquisa com cinco mil participantes desfez alguns mitos sobre os participantes da ocupação em Wall Street:

A absoluta maioria é de homens (61%) brancos (81,2%).  Enquanto 44,5% são jovens de 25 a 44 anos, surpreende saber que 32% dos ocupantes têm mais que 45 anos.  A maioria terminou um curso superior (60,7%) e são empregados em tempo integral (47%).  Ou seja, nem são tão jovens e nem tantos são desempregados e desocupados.  Aliás, apenas 12,3% estão desempregados e apenas 10% são estudantes em tempo integral.  Quanto à renda, 46,5% ganham menos de US$ 25 mil dólares por ano.
O mais surpreendente dos números, inclusive para aqueles que entendem ser esse um movimento partidário: 70,2% dos participantes se declaram apartidários ou independentes.  Os democratas são 27,4% e há até republicanos entre os que protestam contra o sistema em Nova York (2,4%).

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