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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Projeto que revisa Lei da Anistia está parado na Câmara

Do UOL



No Brasil, a punição a agentes públicos que cometeram crimes no período da ditadura militar ainda não saiu do papel, ainda que já haja um projeto de lei que trate do assunto e revise a Lei Geral da Anistia, de 1979. Desde o início do ano a proposta tramita na Câmara Federal sem que haja ainda uma previsão de quando ela irá a votação.

Para a autora da matéria, a deputada e ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSB), a justificativa da matéria “não é o revanchismo, mas o equilíbrio”.“O projeto se baseou em uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de manter a interpretação sobre a Lei de Anistia nos termos em que ela foi aprovada em 1979 --uma lei que é do final da ditadura, de um período de uma correlação de forças absolutamente desfavorável”, afirmou a parlamentar, referindo-se ao questionamento proposto ao Supremo pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

De acordo com a deputada, o período em que a lei foi criada –e na interpretação que acabou mantida pela mais alta Corte do país – “é desfavorável”. “Pois os militares ainda estavam no controle do país e a sociedade que lutava pela anistia não tinha força política suficiente para que o acordo em torno lei fosse mais amplo no sentido de garantir benefícios às vítimas da ditadura”, disse.

Para Erundina, a redação atual da lei “não contempla os criminosos”. “Até hoje o Estado não trouxe a público os responsáveis pelos crimes na ditadura. Ainda que haja gente de esquerda [linha que segue o PSB, membro da base aliada], tem que punir”, defende a deputada, para quem o debate ainda está atrasado, no Brasil, em comparação a outros países da América Latina.

A proposta está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e ainda não seguiu a plenário.

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