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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Para Israel, união de palestinos enterra qualquer acordo




O vice-primeiro-ministro israelense, Silvan Shalom, afirmou nesta quinta-feira (24/11) que a reconciliação entre Hamas e Fatah enterra toda possibilidade de um eventual retorno às negociações de paz, que estão paralisadas há mais de um ano.

"Não se pode conversar com um Governo, um de cujos membros principais pede a destruição do Estado de Israel", declarou Shalom em referência ao movimento islamita Hamas.

Em seu programa de fundação, o Hamas propunha o desaparecimento de Israel, mas seus dirigentes defendem há anos um acordo com base nas fronteiras prévias à Guerra dos Seis Dias de 1967. Ou seja, um Estado palestino em 22% da Palestina histórica, mas sem reconhecimento formal de Israel, que ocuparia os 78% restantes.

O vice-primeiro-ministro, também responsável pela meta de Cooperação Regional, deixou claro que Israel "não conversará com um Governo que não declare publicamente seu reconhecimento do Estado de Israel, rejeite o terrorismo e aceite os acordos previamente assinados pelo país e pela OLP (Organização para a Libertação da Palestina)".

Trata-se das três condições do Quarteto de Madri - formado por Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia -, que o Hamas rejeita, o que causou seu isolamento e o boicote internacional após vencer as eleições legislativas de 2006 nos territórios palestinos.

Um dos homens fortes do Hamas, Mahmoud Zahar, declarou na última semana que seu movimento "não aceitará as condições do Quarteto".

Shalom fez estas declarações durante a reunião desta quinta no Cairo entre o presidente da ANP, o líder do Fatah, Mahmoud Abbas, e o líder do Hamas, Khaled Meshaal.

Abbas e Meshaal concordaram no encontro em realizar eleições gerais em maio de 2012, apesar de não anunciarem a composição do Executivo de união nacional, que será formado por tecnocratas e independentes e terá sede em Gaza.

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