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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Os opostos na Nicarágua e Guatemala

General Otto Perez Molina
No Blog do Miro

Neste domingo (6) ocorreram duas importantes eleições presidenciais na América Central. Os resultados evidenciam o quadro de polarização política nesta sofrida região, considerada pelos EUA como seu “quintal”. Apesar de todo o bombardeio midiático, o império foi derrotado na Nicarágua. No outro extremo, ele garantiu a manutenção de um carrasco aliado na Guatemala.
Sandinistas confirmam sua força

Os primeiros resultados oficiais da apuração na Nicarágua indicam que o ex-guerrilheiro sandinista Daniel Ortega conquistou a sua reeleição com mais de 60% dos votos. O candidato da direita, o dono de rádios Fabio Gadea, surge em segundo lugar, como 25% dos sufrágios. A oligarquia local e os EUA tentaram melar o pleito, difundindo que a reeleição seria “ilegítima e inconstitucional”.

Mas os nicaragüenses deram legitimidade do pleito. Apesar das contradições da gestão sandinista, a sensação no país de melhora nas condições econômicas e sociais. Vários programas públicos garantiram a redução da miséria, o combate ao analfabetismo e a geração de emprego. Os graves problemas estruturais do país não foram enfrentados, mas o sentido do governo é progressista.

General carrasco e aliado dos EUA

Já na Guatemala, os primeiros resultados das urnas confirmam a manutenção do status quo e da subserviência aos EUA. O general reformado Otto Pérez Molina obteve 54% dos votos no segundo turno, derrotando o empresário Manuel Baldizón. Ex-integrante da Kaibil, tropa de elite responsável pelo massacre da guerrilha no país, Molina é acusado por atentar contra os direitos humanos.

Ele foi chefe do extinto Estado-Maior Presidencial (EMP) durante a ditadura de Ramiro de León Carpio (1993-1996) e se projetou ao assinar o acordo de paz com a guerrilha guatemalteca em 29 de dezembro de 1996. Aliado dos EUA, ele comandou a violência contra os povos indígenas na região de Ixil, no noroeste da Guatemala, onde foram registradas centenas de execuções e torturas.

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