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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Os cuidados inspirados pelas Operações Pecado Capital e Sinal Fechado

Em meio à Operação Pecado Capital, pouco mais de dois meses atrás, me assustei com uma série de "estranhas" coincidências que me aconteceram.  Suspeitei, entre outras coisas, que meu telefone pudesse estar grampeado.
Fui ao ministério público e, por fim, fiquei mais tranquilo com tudo.
Agora, quando usei o meu blog para dar ampla divulgação à Operação Sinal Fechado, recebi alguns recados de que deveria me cuidar com o que estava publicando.  Afinal os posts falam de gente poderosa. Uma das pessoas que me passou recado me falou que já viu gente morrer por isso.
Evidentemente, o melhor remédio contra esse tipo de recado é torná-lo público.  Mão posta na cumbuca, não dá para retirar.
Lembro, então, de uma história contada por meu pai. Ele tinha ido acompanhar a investigação sobre a morte de posseiros no Maranhão.  Uma tarde sentou num bar próximo ao hotel onde se hospedara.  O seu motorista, que era um segurança também, resolveu voltar para o hotel e meu pai ficou no bar.  Ao virar na esquina, o carro foi atingido por um ataque à bala que matou o motorista.  Imediatamente meu pai começou a expor a situação em rádios de São Paulo e através do PT, partido no qual militava.
Essa história serve para lembrar o manual de sobrevivência do ameaçado: expor a história.  Segue exposta a história.  Com o destaque que não faço jornalismo investigativo - apenas leio e ouço o que apresenta o Ministério Público.

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