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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Segundo advogado, empresário acreditava que fazia investimento lícito

Tinha a impressão que conhecia alguém chamado Mou.  Até que vi a foto e descobri que o camarada corta cabelos no mesmo salão que eu, no Alecrim.  




O empresário Edson Cézar Cavalcante Silva realizou exame de corpo de delito no início da tarde desta sexta-feira (25), no Itep, pouco antes de se dirigir ao quartel do Comando Geral da Polícia Militar, onde ficará preso. Sócio do consórcio Inspar, o sócio majoritário da Inspetrans confirma o pagamento de aproximadamente R$ 2 milhões, mas nega qualquer envolvimento em negociatas e acreditava que a verba seria utilizada para um investimento lícito.Apontado pelo Ministério Público como empresário que pagou para aquisição de cotas no esquema fraudulento e pagamento de propina a agentes públicos, Edson Cézar, conhecido como "Mou", teve mandado de prisão expedido, mas não foi cumprido ontem junto aos outros 13 da operação Sinal Fechado. De acordo com o advogado do empresário, Wilker Matoso, assim que soube do mandado de prisão Mou decidiu se entregar à Justiça. No entanto, o empresário alega inocência.
Afirmando que o cliente preferia ainda não dar declarações sobre o caso, o advogado de Edson Cézar disse que o cliente não tinha envolvimento com nenhum dos políticos citados pelo Ministério Público e que a relação com george Olímpio, apontado como mentor do esquema fraudulento que poderia apurar até R$ 1 bilhão em 20 anos, era apenas de sócio.
"Eles se conheciam, eram sócios. Ele investiu o dinheiro para a compra de equipamentos e material para o negócio, normalmente. O valor deve ter chegado próximo disso (R$ 2 milhões), mas ele não sabia de nenhum esquema fraudulento. Ele pensava estar investindo em algo lícito", disse Wilker Matoso. "Ele não conhecia políticos que podem estar envolvidos", garantiu.
O empresário vai retornar ao Itep para finalizar alguns procedimentos e depois retornará ao quartel do Comando Geral da Polícia Militar, onde permanecerá custodiado.

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