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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: "João, Lavô, Jajá"

Era 1986 e seria a primeira eleição para governador após o fim do regime militar.  José Agripino, eleito governador em 1982, rompera com o PDS para formar a Frente Liberal, mas a aliança familiar no RN continuava firme.
Tanto é que montou-se uma chapa interessante para disputar a eleição contra Geraldo Melo, do PMDB. Para governador, João Faustino (PDS).  Para o senado, Lavoisier Maia (PDS) e José Agripino (PFL).  Era a chapa "João, Lavô, Jajá".
A Operação Sinal Fechado me fez recordar essa chapa.  Afinal enquanto João Faustino é protagonista do esquema fraudulento e José Agripino aparece dando toda ajuda possível, Lavô foi muito bem representado pelo filho Lauro Maia e pela ex-mulher (e atual líder política), Wilma de Faria.  
Não podemos nos esquecer que o namoro deste grupo familiar com as ações fraudulentas vêm de outras datas. Basta lembrar que, no ano anterior, eram eles todos que tramavam o golpe nas eleições em Natal que visava garantir a eleição de Wilma, à época Maia - o escândalo Rabo de Palha.  A voz e o dedo de Iberê, secretário de Agripino governador, aparecem ao lado do "probo"senador naquelas gravações.
Tudo agora parece chegar a um sinal fechado.

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