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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Alguns nomes que se repetem

George Olímpio
Não é apenas a referência a músicas de Paulinho da Viola que unem as duas mais recentes operações realizadas pela promotoria de defesa do patrimônio público do RN.  Alguns nomes se repetem nas interceptações telefônicas e mesmo nas denúncias.

1) Os nomes dos desembargadores Saraiva Sobrinho e Expedito Ferreira.  O primeiro não é citado tão diretamente na Operação Sinal Fechado.  No entanto, ele demonstrou proximidade com o caso.  Primeiro, Edson Faustino, investigado e filho do preso João Faustino, é seu assessor jurídico.  Nessa condição, deferiu uma liminar em favor da organização criminosa do INSPAR em abril passado.
Depois, quando assumiu o TRE, além de levar consigo Edson Faustino, nomeou o genro de João Faustino, Marcus Procópio, como coordenador de patrimônio.  Marcus também é um dos acusados na Operação Sinal Fechado.
Já Expedito Ferreira aparece mais diretamente sendo citado em algumas interceptações telefônicas.  Mais claramente aqui fica evidenciado que ambos, ele e o filho Érico, conheceram a organização, o esquema de fraude, mas não o denunciaram, parecendo interessados em participar.  Faz sentido, uma vez que Érico Ferreira é o atual diretor-geral do Detran.

2) O nome de Lauro Maia.  Enquanto nas gravações da Operação Pecado Capital os acusados falavam sobre os fantasmas de Lauro e Fernando, no caso da Operação Sinal Fechado Lauro figura claramente como "testa de ferro" da mãe, a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), sendo acusado de receber propina da organização criminosa.
Destaque-se que nos mais recentes escândalos de corrupção do RN o nome de Lauro sempre esteve presente.

Por fim, há uma informação que ainda não vi em nenhum lugar.  Alguém já falou que George Olímpio, chefe da quadrilha, é primo de Sânzia Olímpio Davim, esposa do senador Paulo Davim (PV), suplente do ministro Garibaldi Filho (PMDB)?  Que Marluce, sua tia, é sogra de Paulo? Por quê?

Tenho a impressão que os promotores vêem mais coisas relacionadas que conseguimos perceber.  A adoção de nomes com músicas de Paulinho da Viola talvez seja uma senha de que se trata, na verdade, de uma única e grande investigação - uma operação Mãos Limpas potiguares.

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