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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#OcupaUSP: Ocupação ocorre às vesperas da eleição do DCE





Da Folha de São Paulo


O movimento político estudantil da Universidade de São Paulo vive um momento de intensa fragmentação, que culminou no "racha" visto na última assembleia estudantil, em 2 de novembro.
Enquanto o DCE (Diretório Central Estudantil), formado basicamente pela juventude do PSOL, decidiu terminar a assembleia sem votar a invasão do prédio da reitoria, uma minoria radical, formada pela juventude do PCO (Partido da Causa Operária), do MNN (Movimento Negação da Negação e da LER-QI (Liga Estratégica Revolucionária - Quarta Internacional), resolveu continuar a votação, com metade dos alunos presentes, que decidiu pela ocupação.
Com a "tomada à força do poder", o grupo marcou oposição ao PSOL, visto como de "direita" pelos mais radicais, nas vésperas de uma nova eleição para o DCE, que acontece no final deste mês.
Na outra ponta, impulsionada pelos atos mais radicais, como as invasões à reitoria, correntes vistas como "mais conservadoras" estão ganhando espaço no movimento estudantil da USP.
A participação deles vêm crescendo desde 2009, quando a PM foi chamada pela reitoria para impedir piquetes de funcionários grevistas.
Em protesto à presença da polícia, estudantes e professores aderiram à greve dos servidores, o que levou à revolta de parte dos alunos, contrários a adesão dos estudantes à greve.
No final de 2009, uma chapa formada nos protestos de estudantes "contrários à greve" quase ganhou a eleição.
Mas no ano seguinte houve um "racha" entre militantes desta chapa, que formaram outras duas, e perderam.
Na última sexta, houve inscrição de chapas para a nova eleição do DCE, que acontece entre 22 e 24 de novembro.
Seis chapas estão na disputa. Uma delas, formada pela juventude do PP e PSDB.
Outra, uma união entre MNN e PCO. LER-QI forma uma terceira. Parte do PSOL se uniu ao PSTU e forma uma quarta chapa.
A outra parte do PSOL se uniu ao Movimento Consulta Popular (ligado ao MST) em uma quinta chapa. A última é um misto de PT, PC do B e do Partido Pátria Livre.

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