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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#OcupaUSP: Diretor da UNE está desaparecido desde desocupação

O estudante de História, Carlos Henrique Silva, diretor da UNE, está desaparecido desde a desocupação da reitoria da USP, na manhã de ontem.
Seu pai, professor Heitor Cláudio L. Silva, divulgou a seguinte nota aqui:
Meu filho diretor da UNE estava na manifestação em frente a Reitoria e ninguém consegue localizá-lo. Por favor se alguém tiver alguma notícia me repassem e peço-lhes para tentar fazer uma REDE para isso!
Carlos Henrique, estudante de História, diretor da UNE e militante de O Trabalho e da Juventude Revolução!
Os pais estão desesperados.  O desaparecimento de um estudante, em circunstâncias como as de ontem, remetem mais ainda a outro tempo, mais sombrio, de nossa história.


Atualização: o estudante foi encontrado.  Leia aqui.

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