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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

OcupaUSP: Após conciliação, prazo para desocupação se estende para as 23h da segunda-feira



Do Estadão


Terminou por volta das 13h a reunião de conciliação entre os envolvidos na ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP). A reitoria aceitou prorrogar o prazo de desocupação do prédio e os estudantes devem deixar o local até as 23h desta segunda-feira.

A reunião teve início às 10h deste sábado no Fórum Hely Lopes de Meirelles, no centro da cidade, com a presença de representantes da reitoria e dos estudantes.

Uma notificação judicial, entregue no final da tarde desta sexta-feira aos estudantes, determinava que os alunos que permaneciam no prédio da reitoria desde a última terça-feira deixassem o local até as 17 horas de hoje. Havia autorização de uso de força policial, caso eles se recusassem.

Os estudantes da universidade reivindicam a revisão do convênio entre a reitoria e a Secretaria de Segurança Pública, pedindo a saída da PM da Cidade Universitária, e a revisão dos processos administrativos contra estudantes e funcionários da universidade. A reitoria chegou a propor que os estudantes saíssem antes para que grupos de discussão debatessem as reivindicações do movimento estudantil, mas a sugestão não foi aceita pelos ocupantes.

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