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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#OccupyWallStreet consegue ordem judicial para voltar à "Praça Liberdade"

A imprensa brasileira continua destacando o #OccupyWallStreet, sem falar do #OcupaRio e #OcupaSP. Mas...


No UOL

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou nesta terça-feira que manterá a praça de Manhattan de onde foram desalojados os integrantes do movimento Occupy Wall Street fechada enquanto estuda uma ordem judicial que permite que os manifestantes voltem a acampar no local.

Bloomberg, que afirmou que ele próprio instruiu a polícia a executar o despejo da praça Zuccotti, explicou que a cidade espera se informar a respeito dos detalhes da ordem judicial para poder reabrir o lugar, momento no qual os "indignados" poderão voltar, mas "sem barracas, nem sacos de dormir".

Nesta terça-feira, os representantes legais dos manifestantes conseguiram uma ordem judicial que os permite retornar à praça com seus pertences até que seja realizada uma audiência para avaliar o caso."A decisão foi minha", declarou o prefeito nesta terça-feira, em uma entrevista concedida ao lado do chefe da Polícia de Nova York, Raymond Kelly, que cifrou em cerca de 200 o número de detidos na madrugada durante a evacuação do local no qual afirmou que os manifestantes estavam "violando a lei".

Bloomberg explicou que decidiu esvaziar a praça porque estava se transformando "em um lugar no qual as pessoas não iam para protestar, mas para violar as leis e, em alguns casos, para prejudicar outras pessoas", já que "alguns comerciantes tinham recebido ameaças" e os vizinhos temiam "por sua qualidade de vida".

"A maioria dos manifestantes foram pacíficos e responsáveis, mas uma minoria infeliz não foi e, quando o número de manifestantes aumentou, foi criada uma situação insuportável", explicou o prefeito, que destacou que agora os "indignados" deverão ocupar o espaço "só com o poder de seus argumentos".

Bloomberg declarou que as leis da cidade e o regulamento do Zuccotti Park indicam que o espaço tem que estar aberto 24 horas por dia "para o desfrute passivo do público", algo que era impossível desde o início do acampamento do Occupy Wall Street, há dois meses.

O despejo começou por volta da 1h20 do horário local (4h20 de Brasília), quando a polícia começou a enviar caminhões para essa área, enquanto era fechado o tráfego na Ponte do Brooklyn, que une esse distrito ao de Manhattan, além de algumas estações de metrô da região.

Poucos minutos depois, vários helicópteros da polícia nova-iorquina sobrevoavam a área e centenas de policiais chegaram ao local, impedindo o acesso da imprensa à praça e iniciando os trabalhos de despejo, o que deu origem a confrontos que conduziram à detenção de várias centenas de pessoas.

Enquanto o prefeito concedia a entrevista coletiva, os "indignados" se reuniram em outro ponto de Lower Manhattan e marcharam em protesto contra a expulsão.

"A Praça da Liberdade (Freedom Plaza, nome que deram ao local) foi desalojada, mas seu espírito não foi derrotado. Hoje somos mais fortes que ontem e amanhã seremos ainda mais fortes", indicou o movimento em comunicado no qual os nova-iorquinos foram chamados a aderir à passeata pelas ruas de Nova York
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