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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Navios "Liberdade" partem em direção à Gaza


Dois barcos, um canadense e um irlandês, partiram na quarta-feira desde a Turquia com destino à Faixa de Gaza, a fim de quebrar, na sexta-feira, o bloqueio que Israel mantém contra os palestinos na área, disseram os organizadores em um comunicado.
Ambos os navios foram chamados de "Libertação", um gaélico (Saoirse) e outra em árabe (Tahrir), e levam 27 pessoas de nove países para fornecer ajuda à população de Gaza e mostrar solidariedade pelo bloqueio israelense imposto desde 2006.

O organizador do navio canadense, Ehab Lotayef, disse em um comunicado à imprensa que os dois navios estão programados para chegar a Gaza na noite de sexta-feira, 04 de novembro.

"Estamos agora em águas internacionais e esperamos chegar à costa de Gaza em questão de dias", disse Lotayef no texto.

Ele acrescentou que pessoas que vivem em Gaza "querem solidariedade, não caridade", porque "apesar de a ajuda humanitária ser útil, ainda estão presos, sem liberdade de movimentos."

Ehab disse Lotayef navios que transportam "apenas uma quantidade simbólica de mercadorias: medicamentos no valor de $ 30 000 (21 600 mil euros)".

Os dois barcos deixaram o porto turco de Fethiye, onde as autoridades locais somente permitiram que um terço dos passageiros e jornalistas que pretendiam seguir até Gaza subissem à bordo.

A missão foi mantida em segredo para evitar a pressão sobre a Grécia, que caracterizou a última tentativa de uma frota chegar ao largo da costa de Gaza, no verão passado.

Participam nesta iniciativa denominada Ondas de Liberdade para Gaza ativistas de vários países, "todos comprometidos com a defesa não violenta da frota e os direitos humanos palestinos", enfatiza o comunicado divulgado pelos organizadores.

Esta é a décima primeira tentativa de romper o bloqueio imposto a Gaza há cinco anos.  O bloqueio recebeu um pequeno "alívio"depois de um ano e meio de pressão internacional pela morte de nove ativistas turcos no ataque militar israelense ao Mavi Marmara, um dos oito navios que formavam a Frota da Liberdade, em águas internacionais.

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