Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Juiz estadual declara incompetência na Operação Pecado Capital. Por quê?

Acabo de ler, com muito atraso, que o processo relativo à Operação Pecado Capital foi repassado da Justiça Estadual para a Justiça Federal.  Segundo consta, o juiz José Armando Ponte Júnior, declarou-se incompetente para continuar à frente do caso.
Em um contexto em que os réus já foram responsáveis pelo afastamento de delegados, acho estranho que nenhum colega de imprensa tenha aprofundado o questionamento do porquê somente agora, um mês e meio depois de deflagrada a operação, o juiz repassar o caso para a Justiça Federal.  A tese dos advogados de defesa sempre fora essa em virtude do fato de que o Ipem recebe verbas federais.  Não foi uma decisão de nenhum tribunal superior, mas do próprio juiz da ação que levou o prosseguimento para a instância federal.
Destaque-se que o caso segue em segredo de justiça e que os dois principais acusados estão presos desde o início de setembro.
O juiz federal Mario Jambo aguarda a manifestação do Ministério Público Federal sobre o caso.
Não parece ser o caso de que nenhum desdobramento, como a entrada de outros suspeitos na categoria de réus, obrigasse, necessariamente, à mudança.  Evidentemente, o juiz não deve se explicar.  Nem os promotores estaduais do patrimônio público deverão dar sua opinião a respeito.  E ficaram as dúvidas.

Comentários

Postagens mais visitadas