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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Já vai tarde: Cai redator-chefe da Veja

No Portal Brasil 24/7



Às vésperas de tomar posse como presidente do Grupo Abril, o banqueiro Fábio Barbosa já tinha um dilema pela frente, adiantou reportagem de Brasil 247 (leia aqui). Tratava-se de escolher, entre o diretor de Redação e o editor-chefe da principal publicação daquela casa editora - a revista Veja -, qual dos dois seguiria adiante – e qual entre eles seria convidado a se retirar. Sabe-se agora que uma parte desta equação acaba de ser resolvida. Eurípedes Alcântara, antiga ‘cria’ da Editora Abril, herdeiro do melhor estilo dos tempos áureos de Veja, quando a dupla José Roberto Guzzo e Elio Gaspari dava as cartas, está mantido no cargo de Diretor de Redação.

Quem sai é o redator-chefe Mario Sabino – jornalista/escritor de mão pesada nos temas políticos, piloto principal do caso de bisbilhotagem explícita, em agosto, quando um repórter da revista invadiu as dependências privadas do Hotel Naoum, em Brasília, para descortinar a intimidade pessoal do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. Um caso que foi parar em delegacia de polícia como invasão de privacidade. Sabino sai discretamente, tal qual sua trajetória no estratégico cargo da revista, indo cerrar filar na agência de assessoria de imprensa e relações públicas CDN, a Companhia de Notícias.

Para entender melhor o verdadeiro jogo de xadrez que se abre para a sucessão do ex-redator-chefe de Veja, leia mais. Com um acréscimo: larga como favorito o atual correspondente de Veja em Nova York, André Petry, jornalista de alto brilho intelectual, texto denso e profundo conhecimento dos meandros de Veja.

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